NÍVEL DOS RIOS

Recuperação dos rios Amazonas e Solimões já aponta cenário mais favorável que em 2023 e 2024

Com níveis mais elevados nos rios, navegabilidade na região aumenta e favorece o transporte de passageiros e cargas, além do abastecimento das comunidades ribeirinhas

Publicado em 11/06/2026 17:42Modificado há um dia
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Fotografia aérea de uma hidrovia em área amazônica. No centro da imagem, um empurrador fluvial navega sobre águas escuras, conduzindo um grande comboio de barcaças retangulares organizadas em fileiras. A embarcação segue em direção ao topo da foto, deixando um rastro de espuma branca atrás de si.
O cenário favorece o transporte de passageiros e cargas, além do abastecimento das comunidades ribeirinhas, que dependem dos rios para mobilidade e acesso a insumos essenciais como alimentos, medicamentos e combustíveis. Foto: Divulgação

Os rios Amazonas e Solimões registram, em 2026, níveis mais elevados em comparação aos períodos de seca de 2023 e 2024, aumentando as condições de navegabilidade nos principais corredores hidroviários da Amazônia. Em Itacoatiara (AM), no Rio Amazonas, o nível atual é de 14,43 metros. Em Tabatinga (AM), no Rio Solimões, a cota chega a 12,16 metros, indicando melhora significativa das condições hidrológicas na região.

Na comparação com os períodos de estiagem, o Rio Amazonas registrou cerca de 9,2 metros em 2023 e 9,20 metros em 2024 em Itacoatiara. Já o Rio Solimões marcou aproximadamente 10 metros em 2023 e 9,99 metros em 2024 em Tabatinga, evidenciando a recuperação dos níveis neste ano.

O cenário favorece o transporte de passageiros e cargas, além do abastecimento das comunidades ribeirinhas, que dependem dos rios para mobilidade e acesso a insumos essenciais como alimentos, medicamentos e combustíveis.

De acordo com o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a recuperação dos níveis dos rios não apenas aumenta a segurança da navegação, como reforça a capacidade de planejamento das operações hidroviárias na região. “O acompanhamento dos níveis dos rios permite que as ações sejam planejadas com antecedência, reduzindo riscos para a navegação e garantindo maior segurança ao transporte de passageiros, mercadorias e insumos essenciais para a população amazônica”, afirmou.

Monitoramento e gestão preventiva

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), mantém vigilância contínua das principais hidrovias da região Norte. A estrutura de acompanhamento utiliza o Painel de Monitoramento, que reúne dados hidrológicos e operacionais em tempo real, contribuindo para decisões mais rápidas e precisas e para o planejamento de ações de manutenção da navegabilidade.

O monitoramento também considera a influência de fenômenos climáticos, como o El Niño, que altera o regime de chuvas e impacta diretamente a dinâmica dos rios amazônicos. A integração entre dados hidrológicos, previsões climáticas e informações operacionais permite identificar previamente pontos críticos e orientar ações preventivas para garantir a continuidade da navegação.

As informações subsidiam ainda intervenções preventivas, como dragagens de manutenção e reforço da sinalização náutica, com foco na redução dos impactos causados por eventos climáticos extremos e na garantia da segurança da navegação.

O diretor de Gestão Hidroviária da SNHN, Eliezé Bulhões, destaca que o acesso a dados atualizados fortalece a capacidade de resposta do sistema hidroviário. “Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais extremos, o acesso a informações hidrológicas em tempo real é fundamental para antecipar riscos e garantir a continuidade da navegação. O monitoramento permite que as decisões sejam tomadas com maior precisão, fortalecendo a capacidade de resposta do poder público e ampliando a segurança e a previsibilidade das operações hidroviárias”, afirmou.

Ações preventivas

Em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o Ministério de Portos e Aeroportos atua de forma contínua e preventiva na manutenção da navegabilidade dos rios Amazonas e Solimões. O Governo Federal mantém contratos de dragagem e manutenção em trechos estratégicos da Amazônia, integrados ao Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma) e ao Plano de Sinalização Náutica do Amazonas, com atuação entre Manaus, Itacoatiara e regiões do Solimões.

No Rio Amazonas, o contrato vigente no trecho Manaus–Itacoatiara soma R$ 186,9 milhões, com vigência de cinco anos. No Rio Solimões, estão em execução contratos nos trechos Tabatinga–Benjamin Constant (R$ 104,9 milhões), Benjamin Constant–São Paulo de Olivença (R$ 84,26 milhões) e Coari–Codajás (R$ 90,69 milhões), também com execução plurianual.

No Rio Madeira, foi firmado contrato de R$ 123,6 milhões para dragagem contínua entre Porto Velho (RO) e a foz do Amazonas, com vigência até 2029, reforçando a capacidade de operação durante períodos de estiagem e garantindo o transporte de cargas essenciais.

As ações incluem ainda a manutenção e ampliação da sinalização náutica, contribuindo para a segurança das operações e a previsibilidade logística em toda a região Norte. A estratégia do Governo Federal é assegurar a navegabilidade das hidrovias amazônicas de forma contínua e preventiva, reduzindo impactos de eventos climáticos extremos e garantindo o abastecimento das populações ribeirinhas e o escoamento da produção regional.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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