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Durante a retomada da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, a Fundação Cultural Palmares fortaleceu o diálogo com povos tradicionais, comunidades quilombolas e agentes culturais de todo o país.
Fundação Cultural Palmares fortalece diálogo com povos tradicionais e comunidades quilombolas na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura
Foto: Alan Matos / Fundação Cultural Palmares
Após 12 anos sem realização, a Teia Nacional dos Pontos de Cultura voltou a reunir representantes da cultura viva de todo o país. Entre os dias 19 e 24 de maio, em Aracruz (ES), a 6ª edição do encontro reafirmou o compromisso do Governo Federal com a reconstrução das políticas culturais e com a valorização dos saberes, territórios e identidades que formam a diversidade brasileira.
Com o tema “Justiça Climática, Memória e Ancestralidade”, a Fundação Cultural Palmares (FCP) participou ativamente da programação, fortalecendo o diálogo com povos tradicionais, comunidades quilombolas, mestres e mestras da cultura popular, além de representantes de diversas redes culturais do país.
A presença da Fundação reforça o entendimento defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a cultura ocupa papel estratégico na reconstrução do Brasil, sendo instrumento de cidadania, desenvolvimento, preservação da memória e fortalecimento da democracia.
Na abertura oficial da Teia, o presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues, integrou a comitiva de autoridades ao lado do presidente da República e representantes do Ministério da Cultura. Ao longo do evento, a instituição participou de atividades voltadas ao fortalecimento das políticas públicas para a população negra e para os povos tradicionais de matriz africana.
Um dos destaques da programação ocorreu no dia 22 de maio, durante o painel “Conexões Vivas: Cultura dos Povos Tradicionais de Matriz Africana – Participação e Representação Social”. Representando a Fundação Cultural Palmares, o coordenador Alan Matos apresentou ações e diretrizes da instituição voltadas aos povos de terreiro e à promoção da cultura afro-brasileira.
O debate reuniu representantes da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, integrantes do Grupo de Trabalho de Matriz Africana da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, mestres e mestras da cultura popular e representantes de pontões de cultura dedicados à ancestralidade africana no Brasil. A atividade promoveu reflexões sobre participação social, fortalecimento de redes culturais e ampliação da representação dos povos tradicionais nos espaços de formulação de políticas públicas.
Além da participação nos debates, a Fundação Cultural Palmares esteve presente no estande da Casa MinC, realizando atendimento direto ao público. Durante os dias da Teia, gestores culturais, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil puderam obter informações sobre programas, ações e serviços oferecidos pela instituição.
Entre os atendimentos mais procurados esteve a orientação sobre a Certificação Quilombola. A equipe da Fundação esclareceu dúvidas sobre os procedimentos necessários para o reconhecimento das comunidades remanescentes de quilombos, instrumento fundamental para garantir o acesso a direitos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento e à proteção desses territórios.
A participação da Fundação Cultural Palmares na 6ª Teia Nacional reafirma o compromisso institucional de promover, preservar e difundir a cultura afro-brasileira, fortalecendo o diálogo permanente com os territórios, as comunidades tradicionais e os agentes culturais que mantêm viva a memória e a ancestralidade do povo brasileiro.
Henrique Bertoldo