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Entre 2023 e maio de 2026, 699 comunidades quilombolas foram certificadas em todo o país, número quase quatro vezes superior ao registrado na gestão anterior
Certificação quilombola avança e alcança marca histórica na atual gestão da Fundação Cultural Palmares
O reconhecimento das comunidades quilombolas brasileiras tem avançado em ritmo histórico nos últimos anos. Entre 2023 e maio de 2026, a Fundação Cultural Palmares certificou 699 comunidades quilombolas em todo o país, consolidando uma das maiores entregas da instituição na promoção dos direitos da população afro-brasileira e na valorização da diáspora africana no Brasil.
O número representa um crescimento expressivo em relação ao período de 2019 a 2022, quando foram certificadas 234 comunidades. Na prática, a atual gestão ampliou em 465 o número de certificações realizadas, alcançando uma produtividade quase quatro vezes maior, com crescimento aproximado de 298%.
A certificação é o reconhecimento oficial da autodefinição quilombola de uma comunidade. Mais do que um documento, ela representa um passo fundamental para garantir visibilidade institucional, fortalecer a identidade coletiva e ampliar o acesso a políticas públicas voltadas aos territórios quilombolas.
Atualmente, o Brasil conta com 4.360 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares, distribuídas por todas as regiões do país. Os estados do Maranhão, Bahia e Minas Gerais concentram os maiores números de comunidades reconhecidas, refletindo a força histórica e cultural desses territórios na formação da sociedade brasileira.
Para a diretora substituta do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro (DPA), Cida Santos, os resultados demonstram o compromisso da Fundação com a promoção dos direitos das comunidades tradicionais e com o fortalecimento da política de reconhecimento quilombola.
“A certificação é uma política pública estratégica porque reconhece oficialmente a identidade quilombola e fortalece o acesso dessas comunidades aos seus direitos. Os números alcançados nesta gestão demonstram o compromisso da Fundação Cultural Palmares em ampliar esse reconhecimento, valorizando a história, a cultura e a contribuição dos quilombos para a formação do Brasil”, destaca.
Além do avanço no número de certificações, a atual gestão também investiu na modernização dos processos e da gestão da informação. Entre as entregas estratégicas está a implantação do Sistema Nacional de Informações Quilombolas e de Povos de Terreiro (SNIQPT), ferramenta que centraliza informações institucionais, amplia a visibilidade das comunidades e fortalece ações de governança, monitoramento e prestação de contas.
A iniciativa representa um importante passo para a consolidação de uma política pública mais eficiente, transparente e integrada, permitindo que dados e informações sobre comunidades quilombolas e povos de terreiro sejam organizados de forma estruturada e acessível.
Os resultados alcançados evidenciam uma atuação que combina ampliação do reconhecimento oficial das comunidades quilombolas com o fortalecimento da gestão pública voltada à proteção do patrimônio afro-brasileiro. Mais do que números, as certificações representam o reconhecimento de histórias, memórias, ancestralidades e modos de vida que seguem contribuindo para a construção da identidade nacional.
Em um país marcado pela riqueza da cultura afro-brasileira e pela força da diáspora africana, fortalecer os quilombos é também fortalecer a democracia, a diversidade e o futuro do Brasil.
Henrique Bertoldo