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Observatório Nacional realiza a I Escola Itinerante da Pós-Graduação em Geofísica
O Observatório Nacional (ON/MCTI), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, realizou nos dias 12 e 13 de maio de 2026 a I Escola Itinerante da Pós-Graduação em Geofísica, no campus de Caçapava do Sul (RS) da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA).
O objetivo da I Escola Itinerante foi apresentar o Programa de Pós-Graduação em Geofísica do ON (PPGG-ON) para os alunos dos cursos de Geofísica, Geologia e Engenharia de Minas da UNIPAMPA. A apresentação foi realizada por dois docentes do PPGG: o Dr. Gilberto Leite e o Dr. Juarez Lourenço.

- O Dr. Gilberto Leite (à direita) e o Dr. Juarez Lourenço (à esquerda) apresentam o curso de Pós-Graduação em Geofísica do ON para estudantes da UNIPAMPA. Foto: ON.
Sobre a Pós-Graduação em Geofísica do ON
O Programa de Pós-Graduação do Observatório Nacional (PPG-ON) completou 53 anos em 2026. O PPG-ON foi inicialmente credenciado pelo Conselho Federal de Educação (CFE) através do Parecer 05/73, de 22 de janeiro de 1973.
O curso de pós-graduação em Astronomia, em nível de Mestrado e Doutorado, foi recredenciado pelo CFE através do Parecer 755/93 de 06 de dezembro de 1993. Já o curso de pós-graduação em Geofísica iniciou em 1981, em nível de mestrado, e em 1992, em nível de doutorado, como parte do curso de pós-graduação em Astronomia. Tornou-se independente em 21 de julho de 1998, quando foi credenciado pelo Grupo Técnico Consultivo da CAPES e iniciou suas atividades em março de 1999.
Linhas de pesquisa da Pós-Graduação em Geofísica
A estrutura da Pós-Graduação em Geofísica do ON está dividida em duas tradicionais áreas de concentração, Geofísica Aplicada e Geofísica da Terra Sólida, que se subdividem em três linhas de pesquisa: Recursos Naturais, Estudos em Escala Global e Estudos em Escala Local e Regional.
Na área de Geofísica Aplicada, são desenvolvidos métodos computacionais para o processamento e interpretação de dados geofísicos, bem como realizam-se estudos integrados para o monitoramento de barragens, prospecção de recursos minerais, avaliação de condições para captação de recursos hídricos subterrâneos nas regiões semi-áridas e também para a busca por zonas com potencial de geração de energia limpa, de origem geotérmica.
Já na Geofísica de Terra Sólida, destacam-se projetos para caracterização e monitoramento de eventos sismológicos em território brasileiro, manutenção da Rede Sismográfica do Brasil, caracterização tectônica da plataforma sul-americana, conservação e organização de registros geomagnéticos históricos, análises cicloestratigráficas para compreender o clima ao longo do tempo geológico, bem com estudos que visam a identificação e previsão de eventos geomagnéticos intensos e de terremotos, caracterização e modelagem do campo geomagnético no âmbito nacional e global, caracterização de feições magnéticas na crosta oceânica e desenvolvimento de sensores para o monitoramento do campo geomagnético.