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Com captação recorde de R$ 350 milhões e novos editais, gestão 2023-2026 transforma o investimento em memória em retorno econômico real para o Brasil
Política de Economia de Museus: Ibram consolida setor como motor do desenvolvimento nacional
A gestão do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) entre 2023 e 2026 estabeleceu um novo paradigma para o setor ao evidenciar que os museus, além de guardiões da memória, são ativos estratégicos para a economia brasileira. Dados recentes do Relatório Impacto Econômico da Lei Rouanet – Dados 2024, elaborado pela FGV, OEI e MinC, apontam que, em projetos de Museus e Memória apoiados pela Lei Rouanet, a cada R$ 1,00 investido, até R$ 12,00 podem ser movimentados na economia. Este é o maior índice de retorno dentro da indústria criativa, correspondendo a três vezes a capacidade de alavancagem da indústria automobilística no país, o que reafirma a cultura como um vetor de desenvolvimento, emprego e renda.
Um dos pilares dessa transformação foi a institucionalização da Política de Economia de Museus e Pontos de Memória , lançada oficialmente em Brasília em novembro de 2025. Instituída pela Portaria Ibram nº 3.588/2025, a política tem como objetivos centrais estruturar caminhos que assegurem a sustentabilidade financeira das instituições, promover a gestão eficiente dos museus e pontos de memória, e fortalecer o papel destas instituições como agentes de transformação social e vetores econômicos em seus territórios. A política organiza-se em quatro programas estratégicos: Fomento e Financiamento; Difusão e Promoção; Sustentabilidade; e Diversificação de Receitas e Parcerias.
Para viabilizar essas diretrizes, o Ibram promoveu uma diversificação inédita das fontes de financiamento, alcançando a marca histórica de mais de R$ 350 milhões captados para ações do instituto e seus museus. Esse volume de recursos permitiu a retomada e ampliação de mecanismos de fomento direto, garantindo que o investimento público chegue à ponta e democratize o acesso à produção cultural em todas as regiões do país.
Entre as entregas fundamentais da gestão, destaca-se o lançamento de editais estratégicos publicados a partir de 2023, com execução plena em 2024. Foram viabilizados o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação Museal, o Prêmio Pontos de Memória – Edição Helena Quadros, e o Prêmio Inventários Participativos. Somente em 2024, esses instrumentos contemplaram 147 projetos, abrangendo 24 unidades da federação e mobilizando milhões em recursos diretos para a preservação e valorização do patrimônio.
A inovação também pautou as parcerias intersetoriais, exemplificadas pelo lançamento do Edital Identidade Brasil. Realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com colaboração do Ministério da Cultura (MinC) e do Ibram para seu lançamento, o edital uniu tecnologia e memória para modernizar as instituições museais. Além disso, a gestão prevê lançar o Plano e o Portal de Sustentabilidade de Museus até julho de 2026, oferecendo repositório digital de boas práticas, ferramentas de diagnóstico e autoavaliação para que os gestores possam monitorar e evoluir o grau de sustentabilidade de suas instituições.
A importância de garantir financiamento para os museus reside no fato de que essas instituições são, em sua maioria, são entidades sem fins lucrativos. Por sua natureza de trabalho voltada ao bem público e ao direito humano à memória, o financiamento é vital para equilibrar a missão cultural com a viabilidade operacional. O investimento público e privado permite que essas instituições cumpram seu papel social, gerando, em contrapartida, impactos positivos no turismo, na hotelaria e no comércio local.