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GESTÃO DE ACERVOS
Inteligência e tecnologia: conheça as novas iniciativas de preservação e gestão de acervos para museus do Brasil
Banner de divulgação contendo a frase "Proteger nossos museus é preservar a memória do Brasil". - Foto: Ibram/MinC
A preservação da memória nacional evoluiu, entre os anos de 2023 e 2026, para um modelo orientado por dados estratégicos e monitoramento proativo. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) adotou como diretriz a modernização da gestão de acervos, incorporando à salvaguarda do patrimônio uma infraestrutura de informação e segurança capaz de responder aos desafios contemporâneos, além dos cuidados técnicos físicos.
Um dos alicerces dessa transformação tecnológica é o Novo Cadastro Nacional de Museus (CNM). Lançada como a base do Ecossistema Digital do Ibram, a ferramenta permite a coleta e o compartilhamento de informações sobre os museus brasileiros e seus acervos. Integrado a plataformas como a Brasiliana Museus e o software brasileiro Tainacan, o CNM funciona hoje como o principal repositório de dados para a formulação de políticas públicas e para o controle rigoroso dos bens musealizados em todo o território nacional.
Complementando a gestão da informação, a autarquia instituiu um Protocolo de Intenções com a Política Federal com o objetivo de estabelecer rotinas e fluxos de compartilhamento de informações para proteção de nossos acervos, para prevenção do tráfico ilícito de bens culturais e para recuperação de bens culturais desaparecidos.
No âmbito da segurança e do combate a crimes contra o patrimônio, o Ibram administra o CBMD - Cadastro Nacional de Bens Musealizados Desaparecidos. Com mais de 400 itens registrados, essa base de dados é fundamental para a identificação e recuperação de obras desaparecidas.
Desde 2024, o Instituto implementa os Planos de Fiscalização do Ibram. Essas ações representam a presença ativa do Estado nos museus, verificando o cumprimento de normas de segurança e preservação estabelecidas pelo Estatuto de Museus e pelo Decreto nº 8.124/2013. A fiscalização sistemática objetiva uma proteção dos acervos como prática institucional consolidada.