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DEFESO ELEITORAL
Pesca e aquicultura brasileiras em destaque na abertura da Seafood Show Latin America
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou, nesta terça-feira (20), da abertura da 5ª edição da Seafood Show Latin America, em São Paulo (SP), e destacou o potencial da pesca e da aquicultura brasileiras para ampliar a oferta de alimentos, gerar empregos e fortalecer a presença do país no mercado internacional.
Diante de representantes da indústria, entidades setoriais e delegações internacionais, o ministro defendeu a união entre o poder público, a iniciativa privada e a academia para impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do pescado. “Essa proteína que chega à mesa da nossa população, que tem menor impacto no meio ambiente quando falamos de emissão de gases de efeito estufa, não pode voltar ao papel de coadjuvante. A gente precisa celebrar cada vez mais os avanços, o crescimento, o desenvolvimento e o fortalecimento da proteína de pescado”, afirmou Edipo.
O cenário internacional reforça a importância estratégica do setor, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a produção mundial da pesca e da aquicultura alcançou 223,2 milhões de toneladas em 2022, conforme o relatório O Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura (SOFIA 2024). Pela primeira vez, a aquicultura superou a pesca extrativa na produção de animais aquáticos, respondendo por 51% do total, com 94,4 milhões de toneladas. O resultado evidencia o papel crescente do cultivo de organismos aquáticos no abastecimento alimentar mundial.
Para o ministro, o Brasil reúne condições naturais e produtivas para ampliar sua participação nesse mercado. O país conta com cerca de 8,5 mil quilômetros de litoral e expressivos recursos hídricos, além de uma cadeia que envolve pescadores e pescadoras, aquicultores, trabalhadores, indústrias e empresas de processamento e comercialização. “Quando eu falo de pescado, estou falando de uma produção brasileira que ainda tem muito espaço para crescer. Precisamos de um olhar público alinhado ao desenvolvimento e ao fortalecimento desse segmento”, ressaltou.
Aquicultura e competitividade
Edipo Araujo também destacou medidas para ampliar a competitividade da aquicultura, como a isonomia tributária da ração utilizada na atividade e a simplificação do licenciamento ambiental. Segundo o ministro, essas iniciativas contribuem para reduzir custos, estimular investimentos e criar condições para o aumento da produção, com responsabilidade ambiental, “A aquicultura não é futuro. A aquicultura é presente”, afirmou.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) atua no fortalecimento da atividade por meio de iniciativas voltadas ao crédito, à assistência técnica, à inovação, à regularização e à ampliação da infraestrutura produtiva. Entre elas está o ProAqui, programa que busca transformar o potencial aquícola brasileiro em produção, emprego, renda e segurança alimentar.
O ministro também ressaltou a importância de agregar valor ao produto da pesca extrativa e ampliar as oportunidades de comercialização, de modo a fortalecer toda a cadeia produtiva e beneficiar quem vive da atividade.
Abertura de mercados e exportações
A ampliação das exportações foi outro ponto central do pronunciamento. De acordo com os dados apresentados pelo MPA, o Brasil exportou 140,6 mil toneladas de pescado em 2025, com receita de US$ 472,5 milhões, recorde da série histórica. Desde 2023, o país também avançou na abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.
O ministro destacou ainda a atuação conjunta do Governo Federal e do setor produtivo para diversificar destinos comerciais e reduzir a dependência de mercados específicos. Nesse contexto, mencionou as medidas adotadas diante das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e as articulações para ampliar o acesso do pescado brasileiro a outros países.
Entre as oportunidades estratégicas está a retomada das exportações para a União Europeia. Segundo Edipo, o relatório preliminar da auditoria europeia apresentou avaliação positiva do sistema brasileiro de controle da produção primária, representando um avanço nas tratativas para reabrir esse mercado. “Estamos muito próximos de reabrir o mercado da União Europeia para o pescado brasileiro, fruto de muito trabalho e comprometimento do Governo Federal com a iniciativa privada”, declarou.
Mais pescado na mesa dos brasileiros
Além da expansão produtiva e comercial, o ministro defendeu o estímulo ao consumo interno. Segundo ele, a ampliação da presença do pescado na alimentação dos brasileiros passa pela valorização de seus benefícios nutricionais e pela formação de hábitos alimentares desde a infância.
Nesse sentido, destacou iniciativas para inserir o pescado na alimentação escolar e ampliar o acesso da população a essa fonte de proteína. O fortalecimento do consumo doméstico, aliado à abertura de mercados externos, pode criar novas oportunidades para produtores, pescadores, indústrias e comerciantes.
Ao encerrar sua participação, Edipo Araujo reforçou a importância da parceria entre o MPA e os diferentes segmentos da cadeia produtiva para consolidar a pesca e a aquicultura como atividades estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do país. “A proteína do pescado e os trabalhadores das águas não nasceram para ser coadjuvantes”, concluiu o ministro.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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