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Aqua-Adapt: Oficina para adaptação da aquicultura brasileira às mudanças climáticas
A Rede de Pesquisa e Monitoramento Ambiental da Aquicultura, em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), realizou nos dias 21 e 22 de outubro, a Oficina de Aplicação do Aqua-Adapt, ferramenta desenvolvida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para apoiar o planejamento de estratégias de adaptação da aquicultura às mudanças climáticas. A atividade integra as ações da Rede no âmbito do Projeto BRS-Aqua e tem como objetivo contribuir para a identificação de riscos e vulnerabilidades climáticas e para a elaboração de propostas de adaptação dos sistemas produtivos aquícolas no Brasil. A exposição dos sistemas de aquicultura aos efeitos das mudanças climáticas pode provocar impactos sobre a produção, os recursos naturais, a infraestrutura e os meios de subsistência, com possíveis consequências para a segurança alimentar.
"Estamos trazendo para o Ministério da Pesca e da Aquicultura essa primeira oficina do Aqua-Adapt, e vamos ter a oportunidade de entender como podemos aplicar essa ferramenta desenvolvida pela FAO em outros ambientes e em outros sistemas produtivos. Esse é um piloto que estamos testando aqui, verificando a viabilidade de usá-la para apoiar os produtores a diminuir o risco climático, que tem sido algo que tem impactado bastante a Aquicultura nacional", afirmou a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e facilitadora da oficina, Fernanda Sampaio,
A oficina reitera a metodologia do Aqua-Adapt, estruturada em etapas que orientam o planejamento de ações de adaptação. A definição das unidades de adaptação foi estabelecida previamente, enquanto a seleção de projeções climáticas e cenários e a avaliação de riscos e vulnerabilidades estão sendo elaboradas por pesquisadores. Os participantes trabalharão de forma conjunta na elaboração de um plano de adaptação, considerando os riscos identificados e as medidas que poderão ser planejadas para diferentes horizontes de implementação.
No dia 21 de outubro, as atividades foram dedicadas à piscicultura em viveiros e tanques-rede, além da carcinicultura, considerando o território nacional. Em 22 de outubro, as discussões foram voltadas à construção de cases sobre maricultura, abrangendo os cultivos de ostras, mexilhões e algas, com análises organizadas em dois recortes regionais: Sul e Sudeste e Norte e Nordeste.
A aplicação do Aqua-Adapt busca organizar informações técnicas e conhecimentos científicos para subsidiar a elaboração de estratégias compatíveis com os diferentes sistemas de produção aquícola e com os riscos climáticos associados a cada atividade. A partir desse processo, a oficina pretende contribuir para a identificação de prioridades e para o planejamento de medidas de adaptação, considerando a diversidade ambiental e produtiva da aquicultura brasileira.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
imprensa@mpa.gov.br