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SEGURANÇA PÚBLICA
Operação Desarme causa prejuízo de R$ 562,5 milhões ao tráfico de armas, prende 2.123 pessoas e 16 toneladas de drogas
1ª edição da operação desarme foi realizada nos dias 14 a 19 de março. Foto: Divulgação/MJSP
Brasília, 20/03/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, de 14 a 19 de março, a 1ª edição da Operação Desarme, iniciativa de abrangência nacional voltada ao enfrentamento qualificado do tráfico ilícito de armas de fogo, munições e explosivos. A ação foi coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e causou prejuízo de R$ 562,5 milhões ao crime organizado, com 574 mandados de busca e apreensão cumpridos.
Os resultados preliminares registram a apreensão de 16 toneladas de drogas, 17.282 munições, 2.123 pessoas presas e mais de 595 armas de fogo. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, avalia que a Operação Desarme representa um avanço na política nacional de segurança pública ao priorizar ações estruturadas e contínuas contra os principais pilares que sustentam a criminalidade organizada no Brasil.

- Armas e munições apreendidas durante a Operação Desarme. Foto: Divulgação/MJSP
Diligências
Participaram da operação as polícias civis e militares, por meio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc) e da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe), além da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Receita Federal do Brasil (RFB), garantindo atuação coordenada em áreas estratégicas, como fronteiras, rodovias, portos e aeroportos.
A ação foi conduzida com base na Doutrina Nacional de Atuação Integrada de Segurança Pública (DNAISP), de forma simultânea, em todo o território nacional, reunindo esforços integrados entre União e estados.
A Operação Desarme tem como objetivo atingir estruturas essenciais do crime organizado, especialmente o fluxo ilícito de armamentos, considerado um dos principais vetores de sustentação de atividades criminosas, como tráfico de drogas, roubos a instituições financeiras e homicídios.
A iniciativa busca gerar impacto sistêmico sobre organizações criminosas, com foco nos seguintes pontos:
• Redução do poder de fogo de grupos criminosos;
• Desarticulação de cadeias logísticas e redes de abastecimento;
• Diminuição da violência letal em áreas críticas;
• Interrupção de rotas nacionais e transfronteiriças de armamento ilegal;
• Fortalecimento da responsabilização penal, com produção de provas qualificadas;
• Asfixia financeira de organizações envolvidas no comércio ilícito de armas.
A operação também reforça o compromisso das instituições de segurança pública com a atuação integrada, baseada em inteligência e análise criminal, visando resultados sustentáveis no enfrentamento ao crime.