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DESENVOLVIMENTO REGIONAL
MIDR viabiliza avanço histórico com início das obras do terminal logístico que ligará Porto do Pecém à Transnordestina
Assinatura da Ordem de Serviço autoriza o início das obras do terminal logístico (Foto: Yas Fonseca/MIDR)
Brasília (DF) — Mais uma etapa fundamental para a operação integrada da Ferrovia Transnordestina foi alcançada nesta semana. A concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA) assinou, na terça-feira (16), a Ordem de Serviço que dará início à construção do terminal logístico que possibilitará a conexão da ferrovia ao Complexo Portuário do Pecém, no Ceará. As obras começarão a partir do ramal ferroviário de integração da Transnordestina ao Terminal de Uso Privado da Nordeste Logística S.A. (TUP NELOG), uma das empresas do grupo Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O avanço histórico da malha ferroviária no Nordeste é resultado do financiamento de R$ 4,4 bilhões viabilizado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).
O ato solene reuniu o governador do Ceará, Elmano de Freitas, o diretor-presidente da TLSA, Ismael Trinks, o diretor executivo de Infraestrutura da CSN, Tufi Daher Filho, a superintendente do Banco do Nordeste, Eliane Brasil, o diretor da Marquise Infraestrutura, Renan Carvalho, entre outras autoridades.
Desde 2023, os recursos que financiam a conclusão da Transnordestina vêm sendo captados pela Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI/MIDR). O montante representa a soma de um termo aditivo de R$ 3,6 bilhões, assinado em novembro de 2025, e do valor arrecadado por meio do leilão do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), transformado em saldo de R$ 816,6 milhões em ações preferenciais da concessionária TLSA.
O TUP NELOG funcionará como a central de armazenagem e movimentação de cargas da ferrovia. Quando atingir sua capacidade operacional total, o terminal movimentará 30 milhões de toneladas por ano em produtos como grãos, minérios, fertilizantes e contêineres. O secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Tavares, destacou a importância dessa infraestrutura para alavancar a exportação de produtos do Matopiba (região de expansão agrícola que abrange áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) nos mercados globais de commodities.
"Esse terminal logístico vai viabilizar o escoamento marítimo de cargas e a internalização de insumos. Vamos levar cargas do interior, do semiárido, a produção de minérios, grãos, leite e todo esse potencial da região do Matopiba e, por outro lado, viabilizar o ingresso de insumos, fertilizantes e equipamentos. Isso vai trazer uma logística mais eficiente, mais barata e com menos emissões. Todo esse projeto tem sido apoiado de forma direta pelos fundos do MIDR”, ressaltou Tavares.
Na primeira fase de implantação do TUP NELOG, as obras têm o potencial de gerar mil empregos diretos, aquecendo a economia local. O ramal ferroviário terá extensão de 8,3 km, atravessando os municípios cearenses de Caucaia e São Gonçalo do Amarante. As obras desta fase incluem uma ponte para descarga de minério e um viaduto ferroviário, além de uma moega ferroviária (estrutura industrial usada para receber e descarregar rapidamente materiais a granel) para a descarga de grãos.
Obras aceleradas rumo a 2027
Graças ao fluxo contínuo de investimentos garantido pelo MIDR, a Fase I do projeto (que se estende de Paes Landim, no Piauí, até o Porto do Pecém, no Ceará) já atingiu 82% de avanço físico.
A previsão é que este trecho seja totalmente concluído no final de 2027. Contudo, os impactos práticos já são visíveis: desde dezembro de 2025, os trens circulam em fase de testes operacionais, transportando safras de milho e sorgo, demonstrando a eficiência da rota que ligará o interior produtivo ao mercado global.
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