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MISSÃO HUMANITÁRIA
Engenheiro do MIDR lidera operação para avaliar risco estrutural após terremoto na Venezuela
Missão humanitária na Venezuela entra em nova frente de trabalho (Foto: Divulgação/MIDR)
Brasília (DF) – A missão humanitária na Venezuela contará com uma nova frente de trabalho a partir desta quarta-feira (1º), com avaliações técnicas de estruturas afetadas pelo terremoto. Liderada por engenheiro da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Ademar Lopes, a operação contará com cinco especialistas e coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com o diretor do Departamento de Preparação e Socorro (DPS) da Sedec, Armin Braun, as avaliações refletem o esforço internacional para ajudar na mitigação dos danos. “Faremos uma análise do risco estrutural. Precisamos identificar as edificações que devem ser destruídas e as que ainda possuem condições de serem recuperadas”, afirmou Braun.
A missão do Brasil na Venezuela inclui o acompanhamento diário da evolução do número de vítimas, situação logística nos aeroportos venezuelanos, demandas apresentadas pelas autoridades locais e necessidades identificadas pela equipe brasileira em campo, especialmente quanto ao reforço de pessoal, insumos médicos, purificação de água, telecomunicações, transporte e apoio à população desalojada.
Desde o primeiro dia, a operação ganhou reforço nas equipes e materiais utilizados na busca e resgate de vítimas.
Terremoto de grande magnitude
Na noite do dia 24 de junho, a Venezuela foi atingida por dois terremotos de grande magnitude, estimados em 7,2 e 7,5, com epicentros na região de Morón, no estado de Carabobo, a aproximadamente 160 km de Caracas. Os eventos provocaram danos severos em áreas urbanas da região central e litorânea do país, com maior impacto nos estados de La Guaira, Carabobo, Aragua e na Região Metropolitana de Caracas.
De acordo com dados do governo venezuelano, o número de mortes confirmadas passou de dois mil, com mais de 11 mil feridos até o momento.
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