Notícias
ATENDIMENTO INTEGRADO
Seminário institucional oficializa equipamentos para a defesa e promoção de direitos a povos indígenas em Roraima
(Foto: Ludmila Duarte/MDHC)
De acordo com a secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Tassiana Cunha, os centros são uma resposta do Estado brasileiro às crises humanitárias que acometeram os povos Yanomami e outras etnias em razão de fatores como a violência, a falta de alimentos, o garimpo ilegal e doenças em decorrência da contaminação da água, do solo e de animais pelo mercúrio.
“Esses centros representam mais do que equipamentos públicos. Eles materializam a atuação do governo brasileiro nos territórios, reconhecendo que a promoção dos direitos humanos requer presença, escuta qualificada e respostas integradas a instituições e políticas públicas efetivas na proteção, promoção de direitos e reparação às vítimas de violação. Isso tudo, claro, respeitando as especificidades culturais e a autonomia dos povos indígenas”, declarou Tassiana.
Os dois dispositivos estão localizados no mesmo endereço: Avenida Glaycon de Paiva, nº 363 A, no centro da capital roraimense. Os serviços são ofertados de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, abrangendo acolhimento especializado e humanitário a pessoas indígenas vítimas de violação dos direitos humanos, orientação para acesso a garantias e encaminhamentos a serviços públicos que atuam nas áreas reclamadas, atenção psicossocial e proteção especializada de crianças.Para o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente substituto, Fábio Meirelles, a implantação do CAICYY, estrutura focada no atendimento de meninas e meninos Yanomami e Ye’kwana, representa uma estratégia fundamental para a implementação das diretrizes do atendimento integrado, que mobiliza entidades e profissionais das mais diversas áreas para atuar nos casos, e da escuta protegida, focada na não revitimização da vítima e na garantia da integridade.
“Esse equipamento, previsto na Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente, avança na perspectiva da proteção integral, garantindo a prioridade absoluta e a proteção dessas pessoas em redes previstas na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, destacou.
O representante da Hutukara Associação Yanomami, Dário Kopenawa, evidenciou os problemas vivenciados por seu povo, como a pressão política e de invasores para a predação de recursos naturais, e comemorou a chegada dos centros à região. “Muitos Yanomami não puderam comparecer a essa cerimônia, devido à distância de nossas aldeias. Mas, em nome deles, afirmo: isso aqui é um sonho que conquistamos dialogando com o governo federal. O CREDHYY e o CAICYY são resultado da luta dos meus antepassados e, quando falo isso, lembro do meu pai, Davi Kopenawa, grande defensor do nosso povo e de nossas terras”.Além de Dário, prestigiaram a cerimônia de inauguração dos dispositivos o representante da Associação Wanaa Seduume, Edmilson Ye’kwana; do governo local; e de demais parceiros, organizações indígenas, da sociedade civil, do sistema de justiça, da rede de saúde e da assistência social.
CREDHYY e CAICYY
Desde a criação do CREDHYY, em 2024, e do CAICYY, em 2025, foram realizados mais de mil atendimentos sobre casos de violação de direitos humanos, além de serviços em psicologia, assistência social e direito. Os dados reforçam a importância da valorização da metodologia de atuação, fortalecimento e expansão dos dispositivos que permitem o acesso à justiça e direitos a populações antes esquecidas pelo poder público.
Confira as fotos da agenda no Flickr do MDHC.
Leia também:
Texto: R.B.
Edição: F.T.
Atendimento exclusivo à imprensa:
imprensa@mdh.gov.br
Assessoria de Comunicação Social do MDHC
(61) 2027-3538
Acesse o canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no WhatsApp.


