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Em Minas Gerais, MDHC promove debate e ampliação de políticas públicas à população LGBTQIA+
(Foto: SLGBTQIA+/MDHC/Divulgação)
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), representado pela Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (SLGBTQIA+), esteve em Minas Gerais entre os dias 28 e 30 de maio para promover e fortalecer políticas públicas para a população local. Dentre seus vários objetivos, as agendas buscaram engajar gestões municipais a aderirem à Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.
Os compromissos integraram a LGBTQIA+ Cidadania nos Territórios, iniciativa que busca aproximar o Governo do Brasil das populações beneficiadas. A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, destacou a importância da itinerância para a adesão, aperfeiçoamento e elaboração de propostas que supram as demandas das pessoas que estão nos territórios.“Nenhum local é igual ao outro. O Brasil é diverso, com pessoas diversas. Percorrer os territórios, vivenciando as realidades, nos ajuda imensamente a compreender no que precisamos avançar no campo das políticas públicas”, destaca.
Além da capital, Belo Horizonte, as agendas percorreram os municípios de Mariana, Ouro Preto, Betim e Contagem. Participaram das ações representantes de gestões municipais, universidades, conselhos, movimentos sociais, lideranças territoriais e equipamentos públicos de proteção, acolhimento e promoção de direitos da população.
O preço da exclusão
Com o intuito de dar visibilidade e construir coletivamente soluções para superar os efeitos da exclusão de pessoas LGBTQIA+ na economia brasileira, o MDHC apresentou os resultados obtidos por um estudo fruto da parceria entre a pasta, o Banco Mundial e um consórcio de organizações da sociedade civil. As apresentações foram acompanhadas pelos movimentos sociais, lideranças que atuam pela defesa e promoção dos direitos humanos, e figuras do poder público.
“Esse é um estudo inédito que evidencia as consequências da discriminação em razão de identidade de gênero e orientação sexual no mercado de trabalho para os indivíduos que sofrem por isso e para a coletividade. Até a publicação desses resultados, não tínhamos em que recorrer para comprovar a situação. Agora, temos e estamos dando visibilidade a eles com o objetivo de mobilizar toda a sociedade para a reversão desse triste cenário”, comentou Symmy.
Visitas técnicas
A comitiva do MDHC também visitou organismos que atuam pela efetivação dos direitos humanos de pessoas LGBTQIA+, como o Centro de Referência dos Direitos Humanos em Mariana; o Centro de Referência e Acolhimento LGBT+ em Ouro Preto; a Casa Sissy Kelly em Belo Horizonte; o Núcleo de Referência à Saúde Integral da População LGBTQIA+ em Betim; e o Núcleo de Referência LGBTQIA+ em Contagem.
“Com as nossas idas a essas instituições, nós pudemos acompanhar de perto o trabalho das equipes, compartilhar o nosso trabalho e, claro, aprender com os territórios. Também compartilhamos conquistas e os próximos passos que daremos rumo a uma sociedade que promove o bem-viver de todas as pessoas, sem discriminação”, pontuou a secretária.
O coordenador-geral de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Marcos Melo, ainda complementa: “Minas tem bons exemplos no atendimento humanitário às demandas de pessoas LGBTQIA+ em diversas áreas, como nos centros de cidadania, casas de acolhimento e até em espaços de saúde. Ficamos muito felizes em poder conhecer o trabalho de perto e, a partir disso, pensar uma agenda estratégica para o fortalecimento da atuação dos equipamentos e da própria gestão. Saímos da agenda muito entusiasmados com as possibilidades e inspirados com o trabalho que já vem sendo executado”, declarou.
Participação social
Em Belo Horizonte, representantes da pasta participaram do lançamento da plataforma “Brasil pelas nossas cores”, desenvolvida pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG). A ferramenta tem como propósito promover a participação social na criação de programas e ações no estado por meio de envio de sugestões.Para o presidente da entidade, Maicon Chaves, a iniciativa surgiu de uma demanda real da sociedade por protagonismo. “Nós estamos proporcionando um ambiente em que os territórios nos indiquem quais são suas demandas e necessidades. A plataforma vai aglutinar essas informações. Não existe democracia plena enquanto não houver garantia da cidadania para as pessoas LGBTQIA+”, afirmou.
Ainda na capital mineira, Symmy Larrat se encontrou com lideranças parlamentares, como a deputada federal Erika Hilton e a estadual Bella Gonçalves, para dialogar sobre as dificuldades vivenciadas no estado. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), compuseram uma mesa em que abordaram avanços conquistados e desafios a serem enfrentados para a plenitude de cidadania a todas as pessoas, em especial as LGBTQIA+.
Avaliando a ida do Ministério a Minas Gerais, Maicon Chaves conclui: “Essa visita é profundamente simbólica e concreta, conseguimos levar a política nacional para perto do povo, apresentar os marcos e os caminhos que a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ tem trilhado. Política pública não se faz dentro de um gabinete, mas ao lado da sociedade, lideranças comunitárias, dos conselhos, dos movimentos que sustentam a democracia do nosso país. Foi um sucesso, conseguimos articular a cidadania do nosso povo no chão que a gente pisa”, finalizou.
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Texto: R.B.
Edição: F.T.
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