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BRASIL NA ESPANHA
Em congresso na Espanha, Brasil se destaca com políticas públicas para a pessoa idosa
(Foto: 3rd World Congress of Age Friendly Cities and Communities/Reprodução)
Entre os dias 15 e 19 de junho, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI), representou o Brasil no 3º Congresso Mundial de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas, na Espanha. Com o tema “Transformando Juntos! Um mundo amigo da pessoa idosa conectado, equitativo e sustentável para todas as gerações”, o evento pautou acessibilidade universal como garantia da independência e saúde das pessoas idosas, promoção de ambientes mais inclusivos diante do envelhecimento da população, participação social e programas intergeracionais.
Para o secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, a participação do MDHC no evento foi um marco importante de consolidação do protagonismo brasileiro em políticas públicas para a população que envelhece. Ele apresentou programas como o Envelhecer nos Territórios e o Viva mais Cidadania, além de projetos para a inclusão digital, de intergeracionalidade, e de enfrentamento às crises climáticas e desafios ambientais.
A nossa Constituição Federal, o Estatuto da Pessoa Idosa, a Rede Nacional de Gestores Estaduais em Direitos Humanos da Pessoa Idosa (RENAGEPI) e a recente Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas (RENADIPI) são capazes de criar uma forma de governança ou possibilidade de gestão possíveis de ter o crescimento de cidades e comunidades amigas das pessoas idosas”, destacou o gestor.
Contribuição brasileira
A participação brasileira no evento se deu na qualidade de co-anfitrião, o que ampliou a relevância institucional da presença brasileira. Para o secretário Alexandre, o destaque é a possibilidade de promover um diálogo bilateral com diversos países sobre os direitos das pessoas idosas e a importância de um envelhecimento digno.
O titular da SNDPI ressaltou que o Brasil, por meio do MDHC, tem apresentado as metodologias dos programas como uma alternativa eficiente e efetiva de possibilitar que municípios e estados que queiram contemplar uma possível afiliação à rede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) possam conseguir. Recentemente, o país tornou-se afiliado à Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas da OPAS/OMS, por meio da Portaria do MDHC nº 399, de 18 de março de 2026, que instituiu o Programa Nacional Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas.
Além do congresso, o Brasil ainda realizou uma série de reuniões bilaterais com a Irlanda, Canadá, Estados Unidos, Omã, Angola, Togo, Argentina e Costa Rica para troca de experiências. As conversas buscaram compreender como o país também pode se posicionar como protagonista internacional em ações para as pessoas idosas.
“Esses diálogos nos fazem perceber como o Brasil está bem atualizado nas políticas públicas nacionais para as pessoas idosas. Ouvimos e contribuímos em áreas como saúde e ciências sociais, moradia e educação”, destacou o secretário Alexandre.
Alexandre da Silva moderou a Plenária nº 4 do congresso, e tratou sobre “Fortalecimento do Apoio entre Pares e da Colaboração”, reforçando a centralidade do Brasil na programação oficial do evento. Em outro momento, o diretor de Proteção da Pessoa Idosa da SNDPI, Kenio Costa de Lima, apresentou mais detalhadamente sobre os programas Envelhecer nos Territórios e Viva Mais Cidadania
Durante a participação do MDHC, os representantes também tiveram contato com os membros afiliados do Brasil presentes, e conversas técnicas estratégicas com representantes da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Texto: R.M.
Edição: F.T.
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