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CARNAVAL SEM RACISMO
Campanha nacional articula cultura, direitos humanos e combate ao racismo no Carnaval de BH
(Foto: Rafael Bessa/MDHC)
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), esteve ao lado do Ministério da Igualdade Racial (MIR) nessa terça-feira (3) para o lançamento da campanha nacional Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais” em Belo Horizonte (MG). O evento contou com a participação das ministras Macaé Evaristo e Anielle Franco, além de outras autoridades, representantes de blocos de rua e agentes da cultura popular da capital mineira.
A campanha é liderada pelo MIR, com apoio estratégico do MDHC, e busca prevenir e enfrentar práticas racistas durante o período carnavalesco, combatendo situações recorrentes, como injúria racial, uso de fantasias ofensivas, violências simbólicas e outras formas de discriminação que atingem, sobretudo, a população negra.
Durante o lançamento, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, ressaltou a centralidade do Carnaval como expressão da cultura negra, espaço de resistência e afirmação de direitos. “Este ano, junto com o Ministério da Igualdade Racial, estamos trazendo esta campanha. Discutir o racismo no Carnaval é fundamental, porque trata-se de uma cultura preta, que nasceu das nossas casas de congado e reinado, das comunidades da periferia. Mas quando passa a ser tratado apenas como negócio, o nosso povo é o primeiro a ser eliminado”, afirmou.A ministra destacou que a iniciativa também enfrenta o racismo institucional presente na cadeia produtiva da festa. “A campanha é para garantir que ninguém seja xingado, ofendido ou sofra ações racistas nos blocos. Mas também é um posicionamento contra o racismo institucional e o racismo na indústria do Carnaval. Os governos precisam ouvir os blocos e negociar tecnologias de financiamento. Esse debate precisa acontecer em todo o Brasil”, reforçou.
Macaé Evaristo também lembrou que o MDHC apoia, historicamente, ações de cuidado e proteção no período carnavalesco, como a campanha “Pule, Brinque e Cuide”, com foco na garantia de direitos de crianças. “Carnaval bom é Carnaval que garante direitos. Precisamos de políticas públicas para acolher as crianças de famílias que trabalham na festa, pensar acessibilidade nos blocos e cuidar das pessoas. O direito à alegria também passa por isso”, pontuou.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou a dimensão cultural, afetiva e política do Carnaval e reforçou a importância da campanha para garantir liberdade e respeito. “Eu cresci no Carnaval, nos blocos, nas escolas de samba, e a gente sabe que ele é muito mais do que tentam nos reduzir. É cultura, lazer e alegria. Temos responsabilidade com a forma como o Carnaval acontece. Queremos um Carnaval com a nossa cara, onde possamos dançar, circular e ser felizes, mas sem racismo. Porque, definitivamente, sem racismo, o Carnaval brilha mais”, afirmou.
Mobilização nacional
O lançamento em Belo Horizonte marca o início de uma mobilização nacional que busca engajar blocos, coletivos culturais e a sociedade civil na construção de um Carnaval que valorize a cultura negra, promova os direitos humanos e seja livre de discriminação. Ao aderirem à campanha, os coletivos passam a integrar uma ação nacional de enfrentamento ao racismo, fortalecendo práticas de respeito nos cortejos, ensaios e demais atividades carnavalescas.Representando a Liga dos Blocos de Rua de Belo Horizonte, Stefanio Marques Teles ressaltou a força simbólica da ação na capital mineira. “Essa campanha vem forte e para o lugar certo. Belo Horizonte talvez seja a única cidade onde o Carnaval acontece nas nove regionais, durante todos os dias da festa. Isso não existe em nenhum outro lugar do Brasil”, destacou.
Com a campanha “Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais”, o Governo do Brasil reafirma seu compromisso com um Carnaval democrático, inclusivo e seguro, no qual o direito à alegria seja vivido plenamente por todas as pessoas.
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Texto: R.M./E.G.
Edição: F.T.
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