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CADEIA PRODUTIVA
MDA fortalece cadeia produtiva da mandioca com capacitação sobre produção de mudas com qualidade genética e sanitária
Foto: Caroline Barbosa/Embrapa
Entre os dias 3 e 6 de março, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) participou da Oficina sobre produção de materiais de plantio de mandioca com sanidade e identidade genética, realizada pelo Instituto Biofábrica da Bahia, em Ilhéus (BA), em parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA). A atividade integra a estratégia de implantação da Rede Reniva, iniciativa desenvolvida em articulação com a Embrapa e diversas instituições públicas e de pesquisa, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da mandioca por meio da produção de manivas-semente com qualidade genética e fitossanitária, ampliando o acesso de agricultores familiares a materiais de plantio mais produtivos e seguros.
A mandioca é uma das culturas mais importantes para a segurança alimentar e geração de renda no meio rural brasileiro, especialmente entre agricultores familiares. Segundo o Censo Agropecuário de 2017, 974.211 estabelecimentos no Brasil produzem mandioca, o que corresponde a cerca de 19% do total de estabelecimentos agropecuários do país. A atividade contribui para ampliar o acesso a tecnologias, fortalecer a assistência técnica e aumentar a produtividade com qualidade sanitária e genética no campo.
O encontro reuniu agentes de assistência técnica e extensão rural (ATER), profissionais da defesa fitossanitária estadual, maniveiros, viveiristas, biofábricas, pesquisadores, empresários, bolsistas do projeto e estudantes, promovendo a troca de conhecimentos e a difusão de tecnologias voltadas à produção de mudas de maior qualidade e adaptadas às diferentes realidades do país.
Durante a abertura, participaram representantes do MDA, da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), do Instituto Biofábrica da Bahia e da Embrapa, reforçando a importância da cooperação entre instituições de pesquisa, assistência técnica e políticas públicas para o desenvolvimento da mandiocultura
.Tecnologias para produção de mudas de qualidade
Entre os temas abordados na programação estiveram as principais doenças da mandioca, estratégias de controle fitossanitário, métodos de multiplicação de mudas e tecnologias para limpeza clonal das plantas, além de atividades práticas em laboratório e viveiro.
Um dos destaques foi a apresentação do método de Estiolamento para Produção de Mudas e Miniestacas de Mandioca (EPMM), tecnologia que permite ampliar a taxa de multiplicação das mudas mantendo a qualidade genética e sanitária do material propagativo. A programação também incluiu a entrega técnica de uma câmara de termoterapia, equipamento utilizado para eliminar patógenos sistêmicos — como vírus e bactérias — das plantas matrizes.
Para o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA, Marenilson Batista, a iniciativa representa um avanço importante para fortalecer a produção de mandioca e ampliar o acesso dos agricultores familiares a materiais de plantio de qualidade.
“Essa agenda é muito importante, porque fortalece o sistema produtivo da mandioca no Brasil. Estamos avançando na oferta de cultivares apropriadas e de manivas-semente com qualidade genética e sanitária que poderão ser disponibilizadas aos agricultores familiares por produtores de mudas. Isso fortalece uma cultura fundamental para a alimentação, a geração de renda e os territórios da agricultura familiar, da reforma agrária e também das comunidades indígenas”, destacou.
Além do MDA, a oficina contou com apoio da Bahiater, do Instituto Biofábrica da Bahia, da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e de universidades estaduais e federais da Bahia.
Texto: Mariana Camargo, Ascom SAF/MDA
