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Fernanda Machiaveli será a primeira mulher à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Foto: Albino Oliveira/Ascom-MDA
Pela primeira vez na história, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) terá uma ministra. O nome da atual secretária-executiva, Fernanda Machiaveli, foi anunciado nesta terça-feira (24) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, que reúne milhares de agricultores familiares em Brasília. Machiaveli substituirá o ministro Paulo Teixeira, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições.
O presidente Lula destacou a importância de manter no governo quem já conhece as políticas públicas que estão sendo implementadas. “Na hora que o Paulo Teixeira não for mais ministro, porque vai ser candidato, nesses nove meses que faltam para terminar o mandato a companheira Fernanda Machiaveli será a ministra”, anunciou.
No início do evento, o ministro Paulo Teixeira fez um agradecimento à secretária. “Eu quero agradecer à pessoa dessa jovem, mulher, gestora e sorridente que é a secretária-executiva Fernanda Machiaveli. Quando a gente tomou posse, o Frei Sérgio disse que seria nosso amigo incômodo. E eu quero dizer que incomodo foi muito importante pra mim, mas vocês se tornaram amigos irmãos nessa caminhada de reconstrução do campo brasileiro da reforma agrária e da agricultura familiar”, destacou.
Biografia
Cientista social e gestora pública federal, Fernanda Machiaveli, 42 anos, é a atual secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e, sob a liderança do ministro Paulo Teixeira, conduziu a reconstrução e a formulação das políticas públicas para agricultura familiar e reforma agrária, desde a recriação do ministério, em 2023.
Entre as principais entregas esteve à frente da elaboração dos últimos três Planos Safras da Agricultura Familiar, da reforma do Programa de Microcrédito Rural (Pronaf B), do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), do Programa Quintais Produtivos para Mulheres Rurais, da Política Nacional de Abastecimento Alimentar, do Programa Mais Alimentos e do Programa Terra da Gente.
Ao longo de sua trajetória ocupou outras funções estratégicas no Governo Federal.
Chefiou o gabinete da Secretaria-Geral da Presidência da República entre os anos de 2012 e 2014, na gestão do ministro Gilberto Carvalho e de Diogo de Sant'Ana, onde dedicou-se, principalmente, aos diálogos com os movimentos sociais e à construção participativa na política.
Coordenou a formulação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo), o Programa Ecoforte, o Programa de Agroindustrialização da Agricultura Familiar (Terra Forte), além de programas como o Juventude Viva e a Política Nacional de Participação Social.
Também foi chefe de gabinete do MDA à época do ministro Patrus Ananias, entre 2015 e 2016, período em que se aprofundou sobre as políticas públicas para o Brasil Rural.
Na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), liderou, de 2019 a 2022, a área de Transformação Governamental, coordenando mais de 60 projetos de gestão estratégica, governo digital e inovação em serviços públicos.
Natural de São Paulo, Fernanda Machiaveli mudou-se para Brasília há 17 anos, após passar no concurso de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG). Tem duas filhas: Aurora, 10 anos, Beatriz, 8, e o enteado, Dimitri, 13.
É mestra em Ciência Política e graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), tendo sido bolsista integral no Departamento de Governo da Harvard University entre 2004 e 2005, experiência que ampliou sua visão estratégica sobre Estado, governança e transformação social.
Em 2022, quando cursava o Doutorado em Ciência Política na USP com o professor Fernando Limongi, foi convidada a compor a equipe de transição do governo do Presidente Lula.
Antes de entrar para o serviço público Fernanda Machiaveli trabalhou com organizações populares de catadores de material reciclável e de luta pela terra. Também foi analista política da Tendências Consultoria, assessora da Sabesp, consultora da Unesco e coordenadora de advocacy da Rede de Justiça Criminal, além de docente na FGV Brasília, na Escola de Direito Paulista, no Centro Universitário do Distrito Federal e no Programa Lidera.gov da Enap.