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Ministério das Comunicações prepara políticas nacionais de infraestrutura para tornar Brasil referência em inclusão digital
Foto: Shizuo Alves/MCom
O Ministério das Comunicações prepara três políticas nacionais de infraestrutura e inclusão digital como estratégia para revolucionar a tecnologia no Brasil e tornar o país referência no tema e nas questões que envolvem o acesso dos brasileiros a uma internet rápida e de qualidade. O secretário das Telecomunicações da Pasta, Hermano Tercius, participou, nesta terça-feira (19), do Painel Telebrasil Summit 2026, em Brasília, e disse que a interligação do sistema digital precisa ser robusta até mesmo para a era da inteligência artificial.
“Nós temos que ter uma infraestrutura digital forte de data centers, com fortalecimento dos centros de processamento de dados, para que a inteligência artificial exista. Esses data centers demandam muita conectividade e, para isso, damos enfoque aos cabos submarinos. Estamos estruturando, neste ano, um tripé de políticas que pavimente os próximos dez anos de evolução do nosso ecossistema digital”, iniciou Hermano Tercius.
O tripé detalhado pelo secretário das Telecomunicações é formado pelas políticas nacionais de Cabos Submarinos, de Data Centers e pelo Plano Nacional de Inclusão Digital (PNID). A primeira iniciativa foca em ampliar os pontos de ancoragem e criar novas rotas para que, em caso de falha em um cabo submarino, outro possa assumir a operação, trazendo mais segurança ao país. No caso dos data centers, a política vai estimular a criação de novos centros regionais e estruturas menores de edge computing (computação de borda) para proteger os dados nacionais. Por fim, o PNID mapeia áreas desassistidas no acesso à internet para que novas ações combatam esses gargalos de inclusão digital.
Hermano Tercius afirmou que as telecomunicações não podem mais ser vistas de forma isolada, destacando a necessidade de o país ter uma arquitetura integrada que conecte redes, data centers, cabos submarinos, conectividade internacional, edge computing (computação de borda) e Inteligência Artificial (IA).
O Brasil tem uma concentração excessiva da infraestrutura digital em poucos estados e hubs. Segundo o secretário das Telecomunicações, as políticas públicas citadas e em andamento chegam para dar condições de energia, logística e conectividade para que novas regiões do país se tornem competitivas. “O desafio brasileiro hoje não é apenas expandir redes. É construir uma arquitetura digital nacional mais resiliente, distribuída, integrada e preparada para a próxima etapa da economia digital”, concluiu Hermano Tercius.
Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: imprensa@mcom.gov.br | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628