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ITI Conecta promove debate sobre dados, IA e inovação

Publicado em 20/03/2026 18h26 Atualizado em 20/03/2026 18h34
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Em celebração ao Mês das Mulheres, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) realizou, na tarde desta quinta-feira (19), o ITI Conecta, edição especial do ITI Tech. O evento reuniu painéis conduzidos por cinco mulheres, destacando a presença feminina nos campos da tecnologia e da segurança da informação, além de reforçar seu protagonismo em áreas estratégicas para a transformação digital. 

A iniciativa marcou o início da jornada “Dados que Lideram”, com foco em inteligência artificial e inovação no setor público. O encontro promoveu reflexões sobre como o uso estratégico de dados, aliado à IA e à inovação, pode fortalecer a governança digital e ampliar a capacidade do Estado de ofertar serviços públicos mais seguros, transparentes e eficientes. 

O evento, moderado pelo coordenador-geral de Inovação, Cooperação e Projetos do ITI, Joelmo de Oliveira, contou com a abertura da diretora de Planejamento, Orçamento e Administração, Cristina Pinheiro Castilho Portela, e do diretor-presidente, Enylson Camolesi. 

Gestão de riscos em dados 

O primeiro painel abordou a governança de dados e a gestão de riscos, sendo conduzido pela doutora em Ciência da Informação e analista da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Shirley Pimenta. 

Para a especialista, a gestão de dados na Administração Pública é essencial para a formulação e o monitoramento de políticas públicas. No entanto, desafios como baixa qualidade, falta de padronização e ausência de responsabilidades comprometem a confiabilidade das informações, geram retrabalho e impactam a credibilidade institucional. Nesse cenário, a governança de dados e a gestão de riscos tornam-se fundamentais, com destaque para o papel do curador de dados na garantia da qualidade e da integridade das informações. 

“Reconhecemos os dados como ativos estratégicos que, na lógica econômica, são insumos que geram valor. No setor público, são fundamentais para a criação de políticas, serviços e normas. Como todo ativo estratégico, estão sujeitos a vulnerabilidades, como falta de qualidade, dados incompletos, inconsistentes ou até desatualizados”, destacou.