5º encontro - Comunidade Quilombola de Capivari (13/6)
O 5º encontro formativo dos Agentes Patrimoniais de Cultura do projeto Tramas do Serro aconteceu em Capivari, no município do Serro (MG), reunindo atividades voltadas ao aprofundamento dos conhecimentos sobre patrimônio cultural, territórios tradicionais, direitos sociais, memória e meio ambiente.
A programação contou com aulas integradas sobre Patrimônios Culturais e Territórios Tradicionais e Direitos Culturais de Povos e Comunidades Tradicionais, com Joana Corrêa e Laura Augusta Freitas, respectivamente, além de atividades da disciplina Música, Festa e Comunidade, com Gabriel Goulart. As aulas deram continuidade à formação dos agentes para a realização de pesquisas e inventários culturais em seus territórios.
Entre os conhecimentos compartilhados durante o encontro estiveram o Sistema Agrícola Tradicional das Sempre-Vivas, apresentado por Maria Gorete Ribeiro Nascimento e Leoni do Nascimento. Reconhecido internacionalmente como patrimônio pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) e como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais pelo IEPHA-MG, o sistema reúne práticas, conhecimentos e modos de vida relacionados ao manejo e à conservação das sempre-vivas e do território.
Os participantes também conheceram, com Noeme Ribeiro da Cunha, o Teatro Cantado 4 Gerações, expressão cultural de referência para a comunidade de Capivari, ampliando o contato da turma com manifestações culturais e conhecimentos transmitidos entre gerações.
As atividades contaram ainda com a participação dos detentores de conhecimentos locais Zé de Quinzinho e Cleuzilene Ferreira, que compartilharam experiências, memórias e saberes relacionados à comunidade e ao território. A formação teve também a presença de pesquisadores formadores e de Ana Carolina Nascimento, coordenadora de Pesquisa e Projetos Especiais do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/IPHAN).
Um dos momentos importantes do encontro foi a definição, pelos próprios agentes, dos temas de pesquisa patrimonial e inventário que serão aprofundados ao longo do curso. As pesquisas poderão contribuir tanto para a ampliação de inventários de bens culturais já reconhecidos quanto para a elaboração de pedidos de reconhecimento de novos patrimônios.
Realizado sob a presença do Pico do Itambé, o segundo mais alto da Serra do Espinhaço e patrimônio tombado pelo IEPHA-MG desde 1989, o encontro reafirmou a proposta do Tramas do Serro de articular formação, pesquisa, território e conhecimentos tradicionais, fortalecendo a participação das comunidades na identificação e valorização de seus próprios patrimônios culturais.
Ao longo do encontro, os participantes participaram de aulas integradas sobre Patrimônio Cultural, Territórios Tradicionais e Direitos Sociais, com ênfase nos processos de inventário e nas metodologias de pesquisa de campo. As atividades contribuíram para aproximar os conteúdos trabalhados na formação das experiências e realidades vivenciadas nos territórios.
A programação também promoveu trocas entre diferentes saberes nas disciplinas de Memória, Fotografia e Audiovisual e Meio Ambiente, Sistemas Agroalimentares e Técnicas Tradicionais. As atividades contaram com a participação dos detentores de conhecimentos locais Zé de Quinzinho e Cleuzilene Ferreira, que compartilharam experiências, memórias e conhecimentos relacionados ao território e aos modos de vida da comunidade.
Realizado em mais um território do município, o 5º encontro deu continuidade à proposta do Tramas do Serro de construir uma formação participativa, articulando conhecimentos técnicos e acadêmicos aos saberes e experiências de mestres, mestras e demais detentores de conhecimentos tradicionais.