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Pronera chega aos 28 anos e segue ajudando a escrever histórias no campo
São 28 anos de história e o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) segue avançando. Uma das políticas públicas mais relevantes para as comunidades rurais brasileiras, a iniciativa celebra aniversário nesta quinta-feira, 16 de abril, com uma trajetória marcada por expressiva participação popular.
O Incra é responsável pela execução do programa, em parceria com instituições de ensino de diferentes esferas, governos estaduais e municipais e movimentos sociais e sindicais. O objetivo é concretizar projetos, sonhos e ideias para transformar o campo por meio da educação.
Ao longo de quase três décadas, foram realizados 570 cursos, alcançando 222.875 pessoas, em todas as regiões do país. Os números refletem o esforço de um conjunto de atores responsáveis por levar educação formal a trabalhadores rurais e seus filhos, com atenção especial às realidades dos meios nos quais vivem.
Já foram ministrados 131 cursos na região Norte, 197 no Nordeste, 45 no Centro-Oeste, 78 no Sudeste e 118 na região Sul. São turmas de alfabetização e escolarização no ensino fundamental e médio, formação profissional integrada, concomitante ou não com o ensino médio, além de graduação e pós-graduação.
Os dados da III Pesquisa Nacional sobre Educação na Reforma Agrária (PNERA) também apontam que, em 28 anos, foram 182 iniciativas em nível fundamental, 144 em nível médio, 164 em nível superior e 76 em residência agrária.
Os projetos incluem diversas áreas de conhecimento, com predominância das Ciências Humanas, que abrangem 32,3% dos cursos, seguidos das Ciências Agrárias, com 21,8%; Ciências Sociais Aplicadas, com 7,6%; e das Ciências Exatas e da Terra, com 4,2%. A soma de demais áreas chega a 10,5% da totalidade de cursos.
“Neste ano de 2026, temos 77 projetos, que envolvem 1.500 pessoas em sala de aula, e a perspectiva é a de iniciarmos uma série de novos cursos”, afirma a coordenadora nacional do programa, Clarice dos Santos. E completa, ao falar sobre o planejamento futuro: “serão de consolidação de grandes áreas do conhecimento que abrimos nesses últimos quatro anos de retomada e reconstrução do Pronera”.
Clarice se refere, por exemplo, à graduação em Medicina, lançada em 2025, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), e a formações como Agroecologia e Arquitetura e Urbanismo. Neste último caso, com foco em repensar o modelo de habitação nos assentamentos.
Para além dos números, a contribuição do Pronera é constatada na promoção da conscientização de agricultores familiares e suas famílias, para que obtenham melhores condições educacionais, econômicas e de trabalho. O programa incentiva e fomenta um novo meio rural brasileiro mais cooperativo, capacitado e plural.
Histórico
O Pronera surgiu em 16 de abril de 1998 com a proposta de democratizar o acesso à educação pública de qualidade, nos vários estágios de ensino, para as populações do campo, da floresta e das águas.
Foi pensado a partir da reivindicação de movimentos sociais e como resposta ao Censo da Reforma Agrária de 1997, que apontou um alto índice de analfabetismo entre os assentados. O programa foi implantado no ano seguinte, após grande mobilização junto com representantes de instituições de ensino superior. Em 2010, o Decreto nº 7.352 instituiu a integração do Pronera à política nacional de educação do campo.
Conheça mais sobre o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária.
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