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Festival NZO OLORIN celebra a música de terreiro em Salvador
- Foto: Diogenes Neghet
O Festival Nacional de Música de Terreiro – NZO OLORIN reuniu, nesta terça-feira (1º), em Salvador (BA), representantes de povos e comunidades tradicionais de matriz africana, artistas e autoridades para celebrar a musicalidade dos terreiros e discutir o enfrentamento ao racismo religioso.
Iniciativa realizada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com o Governo da Bahia, o festival segue até o dia 3 de julho com programação gratuita.
Na cerimônia de abertura, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou a importância de reconhecer o racismo religioso para enfrentá-lo. "Vimos tantos casos dessa violência recentemente. Precisamos nomear o racismo religioso para que possamos, de fato, denunciar e enfrentar. Esse também é um passo para garantir o direito à liberdade religiosa e proteger as comunidades de matriz africana, que seguem sendo alvo de discriminação e intolerância", afirmou.
Na ocasião, a ministra também recebeu uma carta de representantes do afoxé Filhos de Gandhy e de lideranças de matriz africana em defesa do enfrentamento ao feminicídio. O documento simboliza a articulação entre as comunidades tradicionais e o Governo Federal para combater a violência contra as mulheres.
O secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos, Ronaldo dos Santos, ressaltou o papel da cultura na promoção da igualdade racial e no combate à discriminação. "Enfrentamos o racismo religioso e promovemos a igualdade racial valorizando a estética, o sagrado, a cultura e a música dos povos de terreiro. É muito simbólico que esse primeiro encontro nacional de música de terreiro aconteça em Salvador", disse.
Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e Matriz Africana - Instituída pelo Decreto nº 12.278/2024, busca implementar medidas intersetoriais para garantir os direitos desses povos, promover sua cultura e memória, e enfrentar o racismo estrutural e religioso no país.