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Em sessão solene, MIR homenageia os 30 anos da Conaq
Foto: Ana LuÍsa Pontes/MIR
O Ministério da Igualdade Racial (MIR) homenageou, nesta terça-feira (26), os 30 anos da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), em uma sessão solene realizada no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
A cerimônia reuniu lideranças quilombolas, representantes do Governo do Brasil e parlamentares comprometidos com a pauta, celebrando três décadas de luta, organização e conquistas em defesa dos direitos do povo quilombola em todo o país.
Durante a sessão, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o protagonismo das comunidades quilombolas e o papel essencial da Conaq para a construção de um país mais igualitário. “O quilombo é potência, resistência do nosso povo, conhecimento, sustentabilidade e a construção de uma cultura. Essa é a força histórica do movimento social e do movimento quilombo”, destacou a ministra.
O secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos, Ronaldo dos Santos, que também participou do evento, ressaltou: "os quilombos são a primeira grande manifestação de organização negra contra o sistema opressor nesse país. E não só de organização negra, de organização política social.”
Ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), a ministra Rachel Barros entregou formalmente à Conaq uma placa de homenagem em reconhecimento à sua trajetória de luta, resistência e conquistas na defesa dos direitos do povo quilombola, promoção da igualdade racial e construção de um Brasil mais justo, democrático e antirracista.
A Conaq – Criada em 1996 por lideranças quilombolas de diversas regiões do país, a Coordenação atua na defesa dos territórios, da cultura e dos modos de vida quilombolas. Em seu percurso, consolidou-se como uma articulação nacional que fortalece organizações locais, promove a autonomia política das comunidades e mobiliza ações em prol da superação das desigualdades históricas. Seu trabalho contribui para a garantia dos direitos constitucionais das mais de 6 mil comunidades quilombolas brasileiras, se tornando uma das principais vozes nacionais na defesa de seus territórios.