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Café com Ouvidoria debate direitos, desafios e avanços para os povos ciganos
Foto: Maysa Lannah
O Ministério da Igualdade Racial (MIR) realizou, na última quarta-feira (27), mais uma edição do Café com Ouvidoria. Com o tema “Povos Ciganos: escuta, diálogos e avanços”, o encontro reuniu lideranças, representantes institucionais e integrantes de comunidades ciganas para debater direitos, desafios históricos e políticas públicas voltadas aos povos ciganos no Brasil.
A iniciativa integra o ciclo de debates promovido pela Ouvidoria do MIR e tem como objetivo fortalecer a escuta ativa, ampliar os canais de participação social e aproximar as demandas da sociedade civil da construção de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e dos direitos humanos.
Durante a abertura, o ouvidor do MIR, Fábio Bruni, destacou a importância da participação social para o fortalecimento da atuação da área. “As manifestações que chegam à Ouvidoria demonstram a importância de fortalecimento desse canal de diálogo. Quanto mais as pessoas conhecem os serviços disponíveis, maior é a participação social e a possibilidade de construirmos respostas mais efetivas às demandas apresentadas”, afirmou.
Representando a Diretoria de Políticas para Quilombolas e Ciganos do MIR, Fabiano Bechelany, apresentou reflexões sobre os avanços e os desafios das políticas públicas voltadas aos povos ciganos e destacou a importância do fortalecimento do debate em torno do Estatuto dos Povos Ciganos.
Em sua fala, liderança cigana da etnia Calon, Edvalda Bispo, que também é presidenta da Associação Nacional de Mulheres Ciganas e conselheira nacional de promoção da igualdade racial, ressaltou os desafios históricos relacionados ao acesso e à permanência na educação e defendeu a garantia dos direitos humanos como instrumento fundamental para o enfrentamento da discriminação e o fortalecimento da autonomia das comunidades ciganas.
Já a pesquisadora e representante cigana da etnia Rom, Hayanne Iovanovitchi, destacou a relevância do mapeamento nacional dos povos ciganos para dar visibilidade à presença dessas comunidades em todo o território brasileiro. Idealizadora do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana, a pesquisadora também apontou a segurança pública como uma das principais preocupações das comunidades ciganas, destacando situações de preconceito e criminalização de práticas culturais tradicionais.