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Operação na Antártica conta com Ibama no monitoramento ambiental
Acompanhamento do Projeto Baleias - Foto: Rafael Moraes/Ibama/CE
Brasília/DF (31/03/2026) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participou da Operação Antártica (Operantar XLIV), concluída este mês no âmbito do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). A ação, iniciada em dezembro do ano passado, integrou o Grupo de Avaliação Ambiental (GAAm) e teve como foco o acompanhamento e a análise dos impactos ambientais associados às atividades desenvolvidas no continente gelado.
A operação contou com a participação de servidores do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Ibama, incluindo integrantes das Equipes Técnicas de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais (Nupaem) dos estados de Mato Grosso e do Ceará.
Ao longo da ação, a equipe MMA/Ibama monitorou a execução de projetos científicos, acompanhando atividades laboratoriais na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e coletas em campo realizadas em diferentes pontos das Ilhas Shetland do Sul e da Península Antártica. Também foram observadas atividades turísticas na Ilha Deception, com atenção especial aos possíveis impactos ambientais.

- Acompanhamento de coleta de solo em colônia de pinguins-gentoo por pesquisador do Projeto Fioantar – Foto: Rafael Moraes/Ibama/CE
A presença do MMA e do Ibama no Proantar é contínua e estratégica, especialmente desde o incêndio de 2012 que destruiu a antiga estrutura da EACF. Desde então, as instituições contribuem com assessoria técnica na remoção de resíduos, no monitoramento e no manejo da área impactada, além de realizarem acompanhamento ambiental das etapas de reconstrução da estação.
Ações e monitoramentos
Entre as atividades acompanhadas, destaca-se o monitoramento de baleias-fin – a segunda maior espécie de baleias do mundo – realizado a partir do Navio Polar Almirante Maximiano. A partir dessas observações, equipes em botes infláveis realizam, de forma controlada, a coleta de material biológico e a marcação dos animais, procedimentos essenciais para o avanço das pesquisas científicas.
Durante o acompanhamento do Projeto Baleias, embora o foco estivesse nas baleias-fin, também foram registrados grupos de baleias-jubarte, minke (as menores do mundo) e orcas, ampliando o conhecimento sobre a fauna marinha da região.
Na Estação Antártica Comandante Ferraz, os analistas atuaram na validação do Programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais da Antártica (PGRA Antártica), instrumento fundamental para identificar riscos associados à operação da estação e propor medidas preventivas e mitigadoras.
A equipe também acompanhou pesquisadores do Projeto Fioantar, da Fiocruz, em atividades de campo que incluíram a coleta de solo, fezes e carcaças de animais. Em uma das ações, foi registrada a coleta de solo em uma colônia de pinguins-gentoo, contribuindo para estudos sobre a saúde ambiental do ecossistema antártico.
Participação brasileira na Antártica
A presença brasileira na Antártica, especialmente por meio da pesquisa científica, garante ao país a condição de membro consultivo do Tratado da Antártica, assegurando participação nas decisões sobre o futuro do continente. Nesse contexto, o papel do MMA e do Ibama é estratégico para o fortalecimento da governança ambiental na região, contribuindo para a proteção dos ecossistemas antárticos.
Os estudos realizados na Antártica são fundamentais para a compreensão de fenômenos globais, como as mudanças climáticas, cujos impactos atingem diretamente o território brasileiro, subsidiando a formulação de políticas públicas e a tomada de decisões em âmbito nacional e internacional.
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