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Ibama e UFG atuam para recuperação de áreas degradadas na área da universidade
Representantes do Ibama e da UFG discutem ações de recuperação ambiental na universidade - Foto: divulgação/Ibama
Goiânia/GO (09/01/2026) - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está executando ações de recuperação ambiental em áreas degradadas localizadas dentro da Universidade Federal de Goiás (UFG). A atividade, que ocorre em cooperação técnica e operacional entre as duas instituições, possui recursos direcionados, exclusivamente, à recomposição, manejo e proteção ambiental. O projeto abrange 18 hectares distribuídos em três áreas de relevância ecológica nos Campi Samambaia e Aparecida de Goiânia.

- Projeto envolve especialistas em temas como ecologia e engenharia florestal - Foto: divulgação/Ibama
No Campus Samambaia, será realizada a recomposição da vegetação nativa em cinco hectares da Área de Preservação Permanente (APP) do Córrego Samambaia, afluente do rio Meia Ponte — manancial responsável pelo abastecimento de grande parte da região metropolitana de Goiânia. A intervenção visa conter erosões, reduzir o assoreamento, proteger a biodiversidade e reforçar a qualidade e segurança hídrica.
Já no Campus Aparecida de Goiânia, duas áreas estão inseridas no plano de ação:
- A primeira corresponde a nove hectares com solo exposto e histórico de degradação decorrente de extração de material. Estudos de solo, manejo ecológico e plantio de espécies nativas são algumas das medidas realizadas para acelerar a restauração e restabelecer funções ambientais essenciais, como sombreamento, infiltração de água e estabilidade do terreno;
- A segunda área é uma APP que abriga uma nascente e um trecho de um curso hídrico anteriormente afetados pelo uso inadequado do solo, queimadas e compactação do solo –Recomposição vegetal e o controle de pressão de uso são as ferramentas utilizadas para aumentar a proteção dos recursos hídricos e ampliar a conectividade ecológica local.
Além da recuperação direta, o projeto inclui diagnóstico ambiental, elaboração de diretrizes técnicas, monitoramento contínuo e manejo adaptativo, assegurando que as áreas restauradas mantenham estabilidade e integrem-se ao ecossistema ao longo do tempo.
O projeto conta com a participação de especialistas em solos, ecologia, engenharia florestal, hidrologia e áreas afins, combinando rigor técnico e base científica em prol da recuperação de áreas degradadas e da conservação do Cerrado. A iniciativa reafirma o compromisso do Ibama com a proteção ambiental e o uso sustentável dos territórios.
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