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Ibama apreende tartarugas e petrechos de pesca irregular em Goiás
Petrechos de pesca foram apreendidos pelos agentes durante a fiscalização - Foto: Divulgação/Ibama
Goiânia/GO (06/03/2026) – Dando continuidade às fiscalizações para garantir o cumprimento do período de defeso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou operação no rio Araguaia e em rios afluentes e lagos naturais conectados ao seu leito, no trecho entre os municípios de Aruanã e São Miguel do Araguaia, em Goiás.
A ação, denominada Operação Rios Federais, contou com fiscalização predominantemente náutica, com duas embarcações percorrendo os trechos monitorados até 3 de março. Operação semelhante foi realizada pelo Ibama no Acre, onde 67 redes de pesca foram apreendidas.
Durante o período de defeso – quando a pesca de determinadas espécies é proibida para garantir a reprodução dos peixes –, os fiscais flagraram diversas infrações ambientais, incluindo pesca irregular e caça. Ao todo, foram lavrados 11 autos de infração, que resultaram na aplicação de multas que somam R$ 72,3 mil.
Entre os casos mais graves, foram apreendidas seis tartarugas-da-amazônia, espécie protegida pela legislação ambiental. A operação também resultou na apreensão de três canoas, três motores de popa, uma arma de fogo e diversos petrechos de pesca utilizados na atividade ilegal, como molinetes, tarrafas e linhadas.
Materiais de pesca predatória encontrados abandonados às margens de rios e lagos, sem identificação de proprietário, também foram recolhidos pela equipe.
A importância do período de defeso
O defeso é um instrumento legal de proteção ambiental que suspende temporariamente a pesca de espécies específicas durante seus períodos de reprodução e desova. No rio Araguaia, reconhecido por sua extraordinária biodiversidade aquática, o respeito ao defeso é fundamental para a recuperação e a manutenção dos estoques de peixes, que sustentam tanto os ecossistemas locais, quanto a subsistência de comunidades ribeirinhas e a atividade pesqueira legal na região.
A pesca praticada em desacordo com as normas do defeso compromete diretamente a renovação natural das populações de peixes, podendo levar ao colapso de espécies ao longo do tempo. A captura e o comércio de animais silvestres, como as tartarugas apreendidas na operação, agravam ainda mais o quadro, por se tratar de crimes ambientais que afetam espécies já sob pressão.
A fiscalização durante o período de defeso é permanente. Os infratores estão sujeitos a multas, apreensão de equipamentos e embarcações, além de responder criminalmente conforme previsto na Lei nº 9.605/1998.
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