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Ação coordenada desarticula garimpo ilegal na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em RR
Operação contra extração ilegal de minério desarticulou logística de criminosos na TI Raposa Serra do Sol - Foto: Divulgação/Ibama
Boa Vista/RR (25/03/2026) – Por meio de atuação coordenada para combater crimes ambientais e proteger territórios tradicionais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Exército Brasileiro realizaram, esta semana, uma ação fiscalizatória para desarticular frentes de extração mineral ilegal em 13 hectares de áreas anteriormente embargadas na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, em Normandia (RR).
A denominada Operação Xapiri concentrou-se nas encostas rochosas da Serra do Atola, que é próxima da comunidade Raposa. No local, que vinha sendo monitorado, foi identificada uma tentativa de expansão do garimpo na região — reflexo direto da repressão bem-sucedida aos ilícitos na Terra Indígena Yanomami, que forçou o deslocamento de grupos criminosos.
O foco da equipe da operação foi na descapitalização das organizações infratoras. Estima-se que o prejuízo causado de forma imediata aos garimpeiros seja de R$ 750 mil. Entre os maquinários apreendidos e inutilizados, destacam-se: 27 motores (guinchos e geradores, cinco britadeiras, uma perfuratriz e um detector de ouro); quanto à logística do garimpeiro ilegal, foram destruídos 30 acampamentos e apreendidos um automóvel, uma motocicleta e duas carretas semi-reboque; por fim, foram removidos do local um total de 13 toneladas de minério em estado bruto, que estavam ensacadas para processamento em moinhos para extração de ouro.
O Ibama alerta que o método de processamento de minério utilizado na região frequentemente envolve o uso de cianeto, substância altamente tóxica, que coloca em risco direto a saúde das comunidades indígenas e a integridade dos recursos hídricos locais.
Durante a Operação Xapiri, duas pessoas foram detidas em flagrante por crimes relacionados à infração ambiental e conduzidas à sede da Polícia Federal para adoção dos demais procedimentos legais.
Essa operação ocorre no escopo de outras ações realizadas na região em diferentes períodos de 2025, incluindo o município de Uiramutã, onde, além de motores, foram destruídas três balsas de garimpeiros que operavam no rio Maú, na fronteira com a Guiana.
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