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EBSERH EM AÇÃO
CHU-UFPA antecipa 2.248 atendimentos e reduz filas do SUS no primeiro mutirão “Dia E” de 2026
Belém (PA) – O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), participou, no último sábado (21), de mais uma edição do mutirão Dia E - Ebserh em Ação, a primeira de 2026. Desta vez, o foco especial da iniciativa foi a saúde da mulher. Ao todo, o CHU-UFPA realizou 2.248 atendimentos, entre consultas especializadas, exames e cirurgias.
O mutirão envolveu os 45 hospitais universitários da Rede em todo o país, apoiados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Programa ‘Agora Tem Especialistas’, do Ministério da Saúde (MS), além da participação de outras instituições públicas de saúde estaduais e municipais. Na Rede Ebserh, foram contabilizados 46.341 atendimentos, sendo 1.193 cirurgias, 5.762 consultas especializadas, 37.698 exames e 1.688 outros procedimentos.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que “Muitas vezes o cidadão passa muito tempo esperando uma cirurgia ou para ter o diagnóstico da doença dele, e, por isso, resolvemos fazer esses mutirões na maior rede de hospitais públicos do hemisfério sul global, que é a Ebserh”.
Para o presidente da estatal, Arthur Chioro, a cada edição realizada do Dia E a Ebserh demonstra sua força na contribuição ao SUS. “Mobilizamos toda a nossa Rede nesse cuidado à saúde integral da mulher, diminuindo o tempo de espera e ampliando o acesso da população, porque agora tem especialista no Brasil”, afirmou.
Ao destacar os resultados, a superintendente do CHU-UFPA, Regina Feio Barroso, relatou que os números alcançados nesta edição reforçam a capacidade da instituição de dar respostas concretas às demandas reais do SUS. “Foram mais de 2,2 mil atendimentos em um único dia, entre consultas, exames e cirurgias, ampliando o acesso e reduzindo o tempo de espera dos pacientes regulados, especialmente em áreas prioritárias como a saúde da mulher”, pontuou.
A gestora também enfatizou que o Dia E envolve assistência, mas também ensino, sendo mais uma oportunidade de cenário de prática para estudantes e residentes.
Na prática, isso se reflete na experiência da residente R3 de Cirurgia Geral do CHU-UFPA, Crislene Oliveira, que destacou o impacto direto da ação na vida dos pacientes. “Muitos aguardavam há muito tempo pela cirurgia e conviviam com dor constante. Poder contribuir para esse alívio é extremamente gratificante”, disse.
A residente acrescentou que a vivência vai além do aprendizado técnico. “Essa experiência reforça o nosso olhar humano e o propósito da medicina. Iniciativas como essa são fundamentais na formação, porque nos lembram que cada procedimento representa uma história e uma vida sendo transformada”, completou.
Atendimentos no CHU-UFPA
Somente no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) foram realizados 1.345 atendimentos. Entre os procedimentos, destacam-se 900 exames laboratoriais, além de 61 ultrassonografias com Doppler, 49 tomografias computadorizadas e 40 ultrassonografias convencionais.
Também foram realizados 36 eletrocardiogramas, 33 consultas em cardiologia, 23 exames de raio-X e 23 espirometrias. Na área de exames especializados, o hospital contabilizou 22 mamografias e 22 endoscopias/colonoscopias, além de 18 ressonâncias magnéticas. A mobilização incluiu ainda 10 procedimentos de angiologia (escleroterapia), 8 exames de Holter, 7 monitoramentos ambulatoriais da pressão arterial (MAPA) e 6 ecocardiogramas.
Na área dos procedimentos terapêuticos e cirúrgicos, foram realizadas 46 sessões de radioterapia, 21 pequenas cirurgias de pele (crioterapia), 12 cirurgias do aparelho digestivo (hernioplastia e colecistectomia) e 8 cirurgias de mama.
Uma das pacientes beneficiadas foi Maria Natal Ferreira da Conceição, primeira a realizar o exame de mamografia no HUJBB. Ela elogiou a qualidade do atendimento recebido durante o mutirão. “Achei excelente. Fui a primeira paciente do dia e fui muito bem atendida, a doutora foi muito atenciosa”, contou.
Dona Maria ressaltou a importância do exame. “Representa tudo, né? É importante saber se tem ou não alguma alteração. A gente sempre espera que não, mas precisa fazer o exame”.
A paciente, que já realiza acompanhamento pelo hospital, reforçou a importância da iniciativa. “Já faço esse acompanhamento pelo SUS, então para mim foi muito válido”, acrescentou.
Já o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS) contabilizou 903 atendimentos. Desse total, 161 corresponderam a consultas, com destaque para 70 avaliações de glaucoma, 50 atendimentos oftalmológicos voltados ao tratamento da doença, além de consultas em anestesiologia 20, genética médica 12 e cardiologia 9.
Na área de exames, o hospital realizou 735 procedimentos, incluindo 140 tonometrias, 140 biomicroscopias de fundo de olho, 140 fundoscopias e 140 gonioscopias, além de 17 tomografias de coerência óptica, 9 campimetrias computadorizadas, 9 biometrias ultrassônicas e 8 retinografias coloridas binoculares, todos com foco no cuidado oftalmológico.
O hospital realizou ainda 65 exames laboratoriais, 17 eletrocardiogramas e 13 radiografias de tórax. A programação incluiu exames especializados, como 11 videolaringoscopias, além de procedimentos auditivos, como 4 audiometrias, 4 imitanciometrias, 4 emissões otoacústicas, 4 logoaudiometrias e 4 avaliações para diagnóstico de deficiência auditiva.
Também constam 3 exames BERA (potencial evocado auditivo), sendo o HUBFS a única instituição pública a ofertá-los com sedação no Pará, além de 2 avaliações de pares cranianos e 1 teste acumétrico.
No campo cirúrgico, foram realizados 7 procedimentos, entre eles cirurgias de blefarocalase e remoção de cerúmen do conduto auditivo.
Acolhimento
Uma das novidades trazidas pelo CHU-UFPA nesta edição foi o “Espaço kids”, ambiente planejado para acolher os filhos das pacientes durante os atendimentos. A iniciativa permitiu que as mães realizassem consultas, exames e procedimentos com mais tranquilidade, enquanto as crianças eram acolhidas por uma equipe multiprofissional do Barros Barreto.
No hall do Centro de Estudos da unidade, a criançada participou de atividades lúdicas e criativas, como quebra-cabeças, pinturas e outras dinâmicas recreativas.
O gerente administrativo do CHU-UFPA, Daniel Serique, destacou o cuidado na organização. “Preparamos o mutirão com muito carinho para atender as mulheres. O atendimento não foi exclusivo, mas foi dedicado a elas. Contamos, inclusive, com o Espaço Kids para acolher os filhos de quem não tinha com quem deixá-los”, explicou.
Serique também evidenciou o caráter humanizado da iniciativa. “Tudo foi feito com muito cuidado, de forma humanizada, para que pudéssemos oferecer um atendimento de excelência e incentivar cada vez mais as mulheres a cuidarem da própria saúde”, acrescentou.
Dia “E” Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas
A edição de março foi a quarta do Dia E - Ebserh em Ação. Em 2025, mais de 100 mil atendimentos foram realizados em três mutirões: o primeiro, em julho, com 12.464 atendimentos; o segundo, em setembro, com 34.290 atendimentos; e o terceiro, em dezembro, com 54.068. Deste total, mais de 5 mil foram realizados nos hospitais Barros Barreto e Bettina Ferro, no Pará.
Para ampliar o acesso, promover o diagnóstico precoce e a continuidade do cuidado para as comunidades, a iniciativa promoveu, também no ano passado, o primeiro Mutirão de Saúde Indígena e Quilombola, com aproximadamente 2,3 mil atendimentos.
Quer saber mais? Confira depoimentos de pacientes, profissionais e estudantes na matéria de cobertura e no Instagram da Ebserh: @ebserh
Sobre a Ebserh
O CHU-UFPA faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Reportagem: Marília Rêgo e Elenita Araújo
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh