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DNOCS acompanha debates sobre combate à desertificação em seminário internacional promovido pelo MCTI
O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) esteve representado no Seminário Internacional sobre Combate à Desertificação: Desafios Científicos e Tecnológicos para o Semiárido, realizado na última quarta-feira (17), em Brasília. A participação da Autarquia ocorreu por meio de Raquel Cristina Pontes, chefe da Divisão de Gestão Estratégica do DNOCS e integrante da Comissão Nacional de Combate à Desertificação, que acompanhou as discussões e debates promovidos ao longo da programação.
Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o seminário reuniu pesquisadores, gestores públicos, representantes de organismos internacionais e especialistas para discutir as causas, os impactos e as estratégias de enfrentamento da desertificação, fenômeno que afeta diretamente regiões do Semiárido brasileiro, área de atuação histórica do DNOCS.
A abertura do evento contou com a participação de autoridades dos poderes Legislativo e Executivo, entre elas os deputados Inácio Arruda e Nilto Tatto, além da secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Germana Coriolano, e representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e do Consórcio Nordeste.
Durante a programação, especialistas nacionais e internacionais debateram os desafios impostos pelo avanço da desertificação e os caminhos para sua mitigação. O primeiro painel abordou as causas e os impactos econômicos, ambientais e sociais do fenômeno, reunindo contribuições da diretora do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet), da Argentina, Elena María Abraham; do representante do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Abdelfetah Siffedine; e do representante adjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Gustavo Kauark Chianca.
Já o segundo painel teve como foco a ciência, a tecnologia e a inovação voltadas para a inclusão socioprodutiva no combate à desertificação. As discussões contaram com a participação do diretor do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), José Etham Barbosa, do diretor técnico da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável do Araripe, Francisco Campello, e do representante da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Haroldo Almeida.
De acordo com dados apresentados durante o seminário, estudos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade vinculada ao MCTI, apontam que as áreas classificadas como semiáridas no Brasil aumentaram, em média, 75 mil quilômetros quadrados por década desde 1960. As regiões mais afetadas concentram-se no Nordeste e no Norte de Minas Gerais, territórios diretamente relacionados à atuação do DNOCS.
O encontro também serviu como preparação para a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que será realizada entre os dias 17 e 28 de agosto, na Mongólia. Com o tema “Restaurando a Terra, Restaurando a Esperança”, o evento internacional reunirá representantes de 197 países para discutir ações globais de enfrentamento à degradação das terras e à desertificação.
Para o DNOCS, a participação no seminário reforça o acompanhamento permanente das discussões técnicas e institucionais relacionadas à convivência com o semiárido e à promoção de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável das regiões suscetíveis aos processos de degradação ambiental.
Jornalista Camila Grangeiro