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Censipam apresenta prognóstico para período de estiagem na Amazônia
Brasília (DF), 26/6/2026 – O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa, promoveu, nos dias 25 e 26 de junho, em Belém (PA), a 5ª edição do evento “Pré-Seca: Análise e Prognóstico Hidrometeorológico”.
O evento, presidido pelo Diretor-Geral do Censipam, Richard Fernandez Nunes, reuniu especialistas e representantes de diversas instituições para analisar as condições atuais das principais bacias hidrográficas da região amazônica e apresentar projeções climáticas e hidrológicas para o período de estiagem de 2026, que na região ocorre, em geral, nos meses de junho a novembro, com maior intensidade de agosto a outubro.
Para o diretor do Censipam, o evento consolidou-se como uma ferramenta estratégica para o planejamento das ações de enfrentamento à estiagem na Amazônia. "Um evento como o Pré-Seca é importante para o Censipam, para toda a Amazônia e, por que não dizer, para todo o Brasil. Esta é a quinta edição em que realizamos a análise e o prognóstico hidrometeorológico dos rios amazônicos, um trabalho de grande relevância para compreender o comportamento das bacias durante o período de estiagem", afirmou.
Segundo Richard Nunes, os avanços nos modelos estatísticos e na capacidade de processamento de dados têm permitido previsões cada vez mais precisas, oferecendo às instituições responsáveis pelas políticas públicas e à sociedade informações qualificadas para aprimorar o planejamento de suas ações e reduzir os impactos provocados pelos eventos climáticos extremos.
Os dados apresentados indicam expectativa de temperaturas elevadas e de precipitação abaixo da média em parte da Amazônia, especialmente na porção norte, que abrange estados como Amapá, Roraima e áreas do norte do Pará e do Amazonas. Para a região centro-sul - que inclui Mato Grosso, Rondônia, Acre e porções do sul do Amazonas e do Pará -, a previsão aponta chuvas dentro da normalidade, o que pode contribuir para a manutenção das condições de navegabilidade dos rios.
O diagnóstico hidrológico mostra que a maioria dos rios e bacias hidrográficas apresenta níveis inferiores ou próximos aos registrados no ano anterior, sinalizando a necessidade de atenção para o período de seca.
Outro fator de destaque é a alta probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode influenciar o volume de chuvas e impactar a estiagem de 2026, além do início da estação chuvosa entre 2026 e 2027. Apesar desse cenário, as análises indicam que, no curto prazo, não há sinais de déficit hídrico significativo no próximo trimestre.
O analista de Ciência e Tecnologia do Censipam, Flávio Altieri, destacou que o evento Pré-Seca desempenha um papel fundamental ao reunir especialistas e instituições para analisar o cenário hidrometeorológico da Amazônia e produzir informações que subsidiem o planejamento das Defesas Civis estaduais e municipais.
Segundo ele, os prognósticos permitem antecipar medidas de preparação e resposta à estiagem, contribuindo para reduzir impactos sobre a população. Altieri ressaltou ainda que os benefícios das previsões se estendem ao setor agropecuário. De acordo com o especialista, o Censipam dispõe de um produto que acompanha diariamente a evolução da estiagem, permitindo que produtores rurais identifiquem os períodos mais críticos e planejem o calendário de plantio de forma mais segura, evitando o cultivo em condições climáticas desfavoráveis.
O evento também contou com mesas-redondas sobre diagnósticos hidrológicos, análises climáticas, estudos científicos voltados à previsão de cenários de seca e a atuação das defesas civis nos períodos críticos de 2023 e 2024.
As informações apresentadas no evento são fundamentais para a antecipação de cenários de seca mais intensa, com impactos na navegabilidade dos rios, no abastecimento de comunidades isoladas e na logística de transporte na região. Os dados também subsidiam ações preventivas nas áreas de saúde pública e segurança hídrica.
Além disso, o encontro contribui para a integração entre instituições que atuam no monitoramento ambiental, na gestão de riscos e em setores estratégicos, como energia, transporte e infraestrutura, fortalecendo a capacidade de resposta diante de situações de emergência.
Participaram ainda do evento o Diretor Operacional do Censipam, Marcelo Goñes Sabbá de Alencar, e a Coordenadora-Geral de Monitoramento Ambiental do Censipam, Edileuza de Melo Nogueira.
Planejamento de ações preventivas
As defesas civis da região amazônica vêm intensificando o planejamento de ações preventivas para os próximos ciclos de estiagem, com base nas experiências recentes. O objetivo é evitar cenários críticos como os registrados em 2023 e 2024.
Para 2026, o principal desafio é ampliar a capacidade de resposta dos municípios e fortalecer a resiliência das comunidades diante de eventos climáticos extremos.
Entre as estratégias previstas estão o monitoramento contínuo de riscos, a realização de reuniões técnicas, o aprimoramento de protocolos de resposta a desastres, a disseminação de informações e o planejamento integrado entre os órgãos envolvidos.
Por Maju França com supervisão de Jussara Santos
Fotos: Cleber Ribeiro / Censipam
Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa (MD)
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