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FORMAÇÃO
UFVJM e Ministério da Cultura anunciam o início da primeira etapa do projeto Caminhos das Águas
O projeto Caminhos das Águas – Fortalecendo Fazeres e Saberes Artísticos e Culturais, do Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), começa nesta quarta-feira, 18 de março, sua primeira etapa.
A iniciativa busca ampliar o acesso à cultura e levar ações formativas para diferentes regiões do país. Esta é a segunda edição do projeto, que já passou por mais de 10 cidades em 2024 e 2025.
Nesta fase, participantes indicados por Instituições de Ensino Superior públicas federais, selecionadas por edital, vão participar do curso online Educação dos Sentidos para Fazer Sentido.
O curso tem 30 horas de duração e será realizado de 18 de março a 6 de abril de 2026, pela plataforma Google Classroom. Também haverá encontros ao vivo, às segundas e quartas-feiras, das 14h às 17h, pelo Google Meet.
A formação tem como objetivo ampliar conhecimentos e trocar experiências nas áreas de arte e cultura, com temas como contação de histórias, cultura alimentar, comunicação, cultura maker, diversidade, poesia e criação de projetos culturais.
“Essa etapa formativa é o primeiro passo de um arco que incluirá, posteriormente, um curso de aperfeiçoamento para multiplicadores e ações presenciais nos territórios, culminando com a premiação cultural Olhinhos d’Água, para apoio a projetos autorais”, explica a diretora de Cultura da UFVJM e coordenadora-geral do projeto, Rosi Bechler.
Instituições parcerias
Por meio do edital de seleção de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas federais para a realização da segunda edição do projeto Caminhos das Águas - Fortalecendo Fazeres e Saberes Artísticos e Culturais, articularam-se 12 parcerias de diferentes regiões do país, configurando uma rede voltada ao fortalecimento dos agentes culturais em territórios descentralizados e tradicionais, sobretudo, ribeirinhos, quilombolas e indígenas.
As instituições que estarão nesta etapa são:
* Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE);
* Instituto Federal da Paraíba (IFPB);
* Universidade Federal de Campina Grande (UFCG);
* Universidade Federal do Cariri (UFCA);
* Universidade Federal do Ceará (UFC);
* Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA);
* Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA);
* Universidade Federal do Pará (UFPA);
* Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA);
* Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);
* Universidade Federal de Uberlândia (UFU);
* Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF);
* Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
A seleção de IES parceiras e a realização do curso de formação das equipes constituem-se na primeira etapa do projeto. A segunda etapa é a oferta da trilha formativa “Educação dos Sentidos para fazer sentido”, em formato presencial, para agentes culturais locais. E a terceira, a premiação cultural “Olhinhos d’Água”, que premiará dez projetos culturais idealizados pelos participantes aprovados na trilha formativa.
Caminhos das Águas
O projeto é uma ação do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), coordenado, em sua segunda edição, pela Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) da UFVJM.
“Na primeira edição do projeto, amadurecemos e aperfeiçoamos uma metodologia de ensino e aprendizagem muito conectada com os territórios, que valorizava e fortalecia os saberes e fazeres locais por onde o projeto passava. Uma pedagogia que nasce do lugar, que escuta antes de falar e que reconhece nos próprios agentes culturais os protagonistas do processo formativo. Nesse segundo ciclo, nossa intenção é ampliar esse alcance: replicar a metodologia, formar novos formadores e, ao mesmo tempo, fortalecer uma rede de instituições de ensino superior com capilaridade nos territórios brasileiros. Queremos que essa formação chegue de forma sistemática e intencional a novos territórios, não apenas levando conhecimento, mas criando condições para que os próprios agentes culturais possam elaborar e gerir seus projetos, a partir de suas culturas e de suas comunidades”, afirma o diretor de Educação e Formação Artística da Sefli do MinC, Rafael Maximiniano.
A coordenação do projeto reforça que essa caminhada busca promover uma interação dialógica transformadora entre a universidade e a sociedade, valorizando os saberes locais e estimulando o protagonismo de mestres, artistas e produtores culturais em seus contextos regionais.