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Margareth Menezes destaca fortalecimento das políticas culturais na abertura do 1º Encontro Nacional do Programa Paul Singer
Foto: Filipe Araújo/MinC
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou, nesta segunda-feira (25), da plenária de abertura do 1º Encontro Nacional do Programa Paul Singer, realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília. O evento reuniu autoridades do Governo do Brasil e agentes de economia solidária de todo o país para debater o fortalecimento da participação popular e das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e econômico.
Durante sua fala, a titular da Cultura falou sobre o processo de reconstrução das políticas culturais brasileiras e reforçou a importância da articulação entre Estado e sociedade civil para a consolidação de ações estruturantes no setor.
A ministra lembrou os impactos sofridos pela cultura nos últimos anos, especialmente durante a pandemia, quando o setor foi um dos primeiros a interromper suas atividades e um dos últimos a retomá-las plenamente.
“O que nós encontramos no Ministério da Cultura foi uma desconstrução total dos conselhos e das políticas. A intenção era acabar com todas as políticas culturais e sociais”, afirmou.
Margareth Menezes ressaltou ainda que a retomada das ações culturais tem ocorrido de forma articulada e com participação social ampliada. Como exemplo, citou a 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz (ES), após um hiato de 12 anos.
Ao enfatizar o caráter coletivo da produção cultural, reforçou o papel estratégico dos agentes culturais e das redes comunitárias na implementação das políticas públicas. “Artista não sobe no palco sozinho. O governo sozinho também não consegue. São vocês essa grande força para que tudo isso se materialize”, declarou.
Por fim, ela salientou que as entregas realizadas pelo Governo do Brasil pertencem à população brasileira e dependem do engajamento social para sua continuidade e fortalecimento: “Tudo o que está sendo feito é do povo brasileiro. É preciso que cada comunidade reconheça e defenda essas conquistas”. E completou: “Que palavra potente é ser agente. São pessoas que acreditam em um país melhor e ajudam a construir, todos os dias, essa diversidade que faz do Brasil uma grande potência cultural”, concluiu.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou a importância da mobilização social para fortalecer as políticas públicas e ampliar o alcance das ações do governo. Marinho também reforçou a relação entre desenvolvimento econômico e valorização do trabalho.
“A sustentabilidade depende de emprego. A sustentabilidade depende de remuneração. Essa é a razão da política de valorização do salário mínimo”, pontuou.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, discursou sobre a necessidade de ampliar a autonomia econômica feminina e combater desigualdades estruturais: “Ainda as mulheres ganham 21,3% a menos que os homens e nós não podemos permitir isso. Queremos autonomia econômica e as mulheres interferindo e fazendo a economia desse país”.
Segundo ela, a economia solidária tem papel estratégico na promoção da inclusão social e no fortalecimento dos territórios. “Vocês fazem a economia solidária popular, a economia que se preocupa com cada território desse país”, completou.
Também participou da plenária o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.
O 1º Encontro Nacional do Programa Paul Singer reúne representantes de diversas regiões do país para fortalecer a economia solidária e ampliar o diálogo entre governo federal e agentes territoriais na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à inclusão social.