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Reunião do Cisb aprova nova metodologia para avaliação de projetos
Nova resolução do Cisb tem como principal objetivo promover maior segurança jurídica na aplicação de recursos federais destinados ao setor. Crédito: JD Vasconcelos
O Comitê Interministerial de Saneamento Básico (CISB) se reuniu, nesta quarta-feira (27), em Brasília, para deliberar sobre a minuta da Resolução CISB nº 8, que trata da metodologia de avaliação das condicionantes para o acesso a recursos públicos federais e financiamentos no setor de saneamento básico. A proposta foi aprovada por unanimidade pelos membros presentes, entre eles o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leonardo Picciani.
A nova resolução tem como principal objetivo promover maior segurança jurídica na aplicação de recursos federais destinados ao setor, tanto por órgãos federais quanto por entes subnacionais, agentes financeiros e instituições operadoras. A iniciativa busca garantir maior clareza e uniformidade na análise dos critérios exigidos para o repasse de recursos, conforme previsto no artigo 50 da Lei nº 11.445/2007 e demais normativos relacionados.
A deliberação atende a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que estabeleceu prazo para o Ministério das Cidades institucionalizar procedimentos de avaliação das condicionantes para o recebimento de apoio da União. O TCU recomendou, ainda, que se esclareça a possibilidade de tratar essas condicionantes como cláusulas suspensivas.
Entre os principais pontos levantados pelo Tribunal estão a existência de indefinições e lacunas nos processos de avaliação; a falta de regras específicas e a indefinição sobre o momento de avaliação das condições exigidas; as diferenças entre os procedimentos aplicados para recursos onerosos e não onerosos; e a indefinição sobre o uso das condicionantes como cláusulas suspensivas nos instrumentos de repasse.
Durante a reunião, os participantes elogiaram a iniciativa e reconheceram os avanços promovidos pela proposta. No entanto, foi sugerida a inclusão de prazos claros para o cumprimento de todas as condicionantes, com o objetivo de evitar prorrogações recorrentes dos instrumentos de repasse.
Com a aprovação da minuta, o Ministério das Cidades avança no fortalecimento da governança e na melhoria dos mecanismos de controle e transparência no setor de saneamento básico, alinhando-se às recomendações dos órgãos de controle e às boas práticas de gestão pública.
Criado em 2020, com a Lei nº 14.026/2020, que atualiza o Marco Legal do Saneamento, o Comitê Interministerial de Saneamento Básico é um colegiado presidido pelo Ministério das Cidades com a finalidade de assegurar a implementação da política federal de saneamento básico, além de articular a atuação dos órgãos e das entidades federais na alocação de recursos financeiros em ações de saneamento básico.
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