Notícias
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Anvisa avança na criação do Sistema Nacional de Farmacovigilância
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Consulta Pública 1.398/2026 que apresenta a minuta de Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) para a criação do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Sinaf). A medida foi aprovada na 9ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada de 2026, em maio.
O Sinaf vai funcionar como um subsistema integrado ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). A proposta em consulta estabelece diretrizes e procedimentos para monitoramento, avaliação e prevenção de eventos adversos relacionados a medicamentos, ampliando o escopo da vigilância e fortalecendo a gestão dessas informações no país.
O período para envio de contribuições vai até o dia 23 de julho e está aberto a profissionais de saúde, instituições, pesquisadores, setor regulado e cidadãos. As contribuições poderão ser enviadas por formulário eletrônico no portal da Anvisa.
Acordo
A criação do Sinaf é mais um passo para o fortalecimento da farmacovigilância no Brasil, que ganhou novo impulso, nesta quinta-feira (11/6), com o a celebração do Acordo de Cooperação Técnica 3/2026, firmado pela Anvisa e o Ministério da Saúde (MS).
O objetivo da parceria é ampliar, qualificar e fortalecer a farmacovigilância de vacinas e imunobiológicos no Brasil. A iniciativa prevê a estruturação do Sistema Nacional de Vigilância de Eventos Adversos Supostamente Atribuíveis à Imunização (SNV-ESAVI), com maior integração de dados e aprimoramento do monitoramento da segurança vacinal.
O acordo busca ainda superar desafios históricos, como a fragmentação das bases de dados, que “limita a eficácia e eficiência da vigilância”, ao promover a integração dos sistemas nacionais e o compartilhamento com a base global da Organização Mundial da Saúde (OMS), o VigiBase.
Integração para responder a novos desafios
A combinação entre o novo acordo com o MS e a criação do Sinaf representa um avanço estratégico para o país, especialmente diante de um cenário marcado por novas tecnologias, terapias inovadoras e maior complexidade regulatória.
Além de fortalecer a articulação entre vigilância sanitária e epidemiológica, a iniciativa amplia a capacidade do Brasil de responder rapidamente a riscos, apoiar decisões regulatórias e garantir a segurança da população.
A expectativa é que as medidas tragam mais transparência, eficiência e confiança pública, consolidando uma farmacovigilância moderna, integrada e alinhada aos padrões internacionais.