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Sobre a ANS
ANS debate inovação, qualidade e integração com o SUS na Hospitalar 2026
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esteve presente na Hospitalar 2026, realizada entre os dias 19 e 22 de maio, em São Paulo, participando de debates estratégicos sobre inovação, qualidade assistencial, fiscalização, integração entre o SUS e a saúde suplementar e sustentabilidade do setor.
Na abertura do evento, no dia 19/5, o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, destacou o papel da tecnologia na transformação da assistência à saúde e defendeu que os avanços do setor devem estar acessíveis à população: “A tecnologia faz parte do nosso dia a dia: em casa, no trabalho e no lazer. Mas, quando aplicada à saúde, ela ganha uma dimensão ainda mais importante: a de promover bem-estar e qualidade de vida para as pessoas”, afirmou.
Damous ressaltou a importância de garantir acesso amplo às inovações em saúde. “Desejamos que todas essas conquistas estejam acessíveis aos cidadãos, sem exclusão social. Afinal, as pessoas devem estar no centro do processo tecnológico”, completou.
Congresso ANS debate integração, qualidade e fiscalização
Durante a programação da Hospitalar, a Agência realizou o Congresso ANS, reunindo representantes da reguladora, do Ministério da Saúde, operadoras, prestadores e especialistas para discutir temas prioritários da saúde suplementar.
Integração SUS e saúde suplementar
O Congresso foi aberto pela diretora de Fiscalização, Eliane Medeiros, que anunciou a mesa “Integração SUS e Saúde Suplementar: o Papel do Programa Agora Tem Especialistas”, com a presença do diretor-adjunto de Desenvolvimento Setorial da ANS, Andrey Corrêa; da gerente de Integração e Ressarcimento ao SUS, Adriana Bion; e do diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira.
Durante o debate, Andrey Corrêa enfatizou o papel da integração entre os setores público e privado para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde especializados: “A ANS está de portas abertas para construir soluções conjuntas e ampliar a adesão das operadoras em iniciativas que fortaleçam a assistência à população e aumentem a capilaridade da qualidade da saúde no país”, disse.
Representando o Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira pontuou os desafios estruturais enfrentados pelo sistema de saúde diante do envelhecimento populacional e da mudança do perfil epidemiológico da população brasileira: “O aumento da expectativa de vida e a predominância das doenças crônicas aumentaram fortemente a demanda por atenção especializada, diagnóstico e tratamento. Precisamos ampliar a oferta desses serviços e utilizar todos os instrumentos disponíveis para enfrentar esse desafio”, explicou.
Rodrigo Oliveira elogiou a parceria institucional entre a ANS e o Ministério da Saúde no desenvolvimento do Programa Agora Tem Especialistas. “Desde a sabatina, o diretor-presidente Wadih Damous se colocou à disposição da pasta e tem sido um aliado de primeira linha na implementação deste programa”, ressaltou.
Já Adriana Bion apresentou aspectos do componente de Ressarcimento ao SUS, esclarecendo que o mecanismo envolve exclusivamente atendimentos previstos na cobertura contratual dos beneficiários dos planos de saúde.

- Primeira mesa do Congresso ANS discute as possibilidades e desafios do Programa Agora tem Especialistas
Qualidade hospitalar e transparência
Na sequência, a mesa “Indução da Qualidade em Saúde Suplementar” abordou o Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços de Saúde (Qualiss) e o Programa de Monitoramento da Qualidade Hospitalar (PM-Qualiss).
Integraram o debate o diretor-adjunto de Desenvolvimento Setorial, Andrey Corrêa, a gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade dos Prestadores de Serviços de Saúde, Raquel Lisbôa, além de representantes de hospitais participantes do PM-Qualiss.
Os painelistas destacaram o crescimento da adesão ao programa e o uso dos indicadores assistenciais pelos hospitais para aprimorar processos internos, acompanhar resultados e fortalecer a cultura de qualidade, segurança do paciente e transparência para a sociedade.
“Os indicadores não servem apenas para monitoramento. Eles ajudam os hospitais a aprimorar processos internos e fortalecem a qualidade da assistência prestada aos pacientes”, afirmou Raquel Lisbôa.
Também foi comentada a importância da divulgação dos resultados para que os cidadãos possam comparar informações assistenciais e utilizar critérios de qualidade na escolha dos serviços de saúde.
Fiscalização e relacionamento com beneficiários
A terceira mesa do Congresso ANS, “Estratégias Fiscalizatórias na Saúde Suplementar”, foi conduzida pelo diretor-adjunto de Fiscalização, Marcus Braz, e pelo coordenador de Assuntos Normativos e Institucionais, Alex Urtado.
O painel abordou as regras determinadas pela Agência para o relacionamento entre operadoras e beneficiários (Resolução Normativa nº 623/2024) e o Novo Modelo de Fiscalização da ANS, apresentado pela gerente-geral de Operações Fiscalizatórias, Carolina Gouveia, e por Alex Urtado.
Durante a apresentação, os representantes da Agência explicaram a evolução das estratégias fiscalizatórias da ANS, com foco em ações preventivas, monitoramento orientado por risco e indução de boas práticas no setor.

- A gerente-geral de Operações Fiscalizatórias, Carolina Gouveia, o diretor-adjunto de Fiscalização, Marcus Braz, e o coordenador de Assuntos Normativos e Institucionais, Alex Urtado no final do painel que debateu o Novo Modelo de Fiscalização da ANS
Rede hospitalar e contratualização
Na mesa seguinte, “Prestadores de Serviços Assistenciais na Saúde Suplementar”, a gerente de Acompanhamento Regulatório das Redes Assistenciais, Andréia Abib, apresentou aspectos regulatórios relacionados ao redimensionamento da rede hospitalar.
Durante a exposição, Andréia Abib reforçou a necessidade de manutenção da assistência aos beneficiários nos processos de descredenciamento e substituição de prestadores. “Os hospitais mais utilizados pelos beneficiários não podem ser descredenciados sem substituição equivalente”, alertou.
A gerente explicou também que a ANS considera equivalente o prestador que possua os mesmos serviços utilizados, no mesmo município e com grau de qualificação compatível com o prestador substituído.
A mesa seguiu com debate sobre contratualização, conduzido pelo coordenador de Contratualização, Carlos Ximenes.

- A gerente de Acompanhamento Regulatório das Redes Assistenciais, Andréia Abib, fala sobre as regras da ANS para alteração de rede hospitalar
Informações assistenciais e regras contratuais
O último dia do Congresso ANS foi dedicado a debates sobre informações em saúde suplementar e regras contratuais dos planos de saúde.
Na mesa “Informações em Saúde Suplementar”, a assessora de Informações Assistenciais, Flávia Tanaka, apresentou dados e indicadores relacionados à assistência prestada aos beneficiários da saúde suplementar. Em seguida, Márcio Nunes de Paula, da Assessoria de Informações e Sistema, abordou os números das reclamações registradas por consumidores na ANS.

- A assessora de Informações Assistenciais, Flávia Tanaka, fala sobre o Mapa Assistencial da Saúde Suplementar durante o Congresso ANS

- Na sequência, Márcio Nunes de Paula, da Assessoria de Informações e Sistema, comenta os números das reclamações dos consumidores registradas na ANS
Finalizando o Congresso, o painel “Planos de Saúde: Regras Contratuais” reuniu a gerente-geral Regulatória da Estrutura dos Produtos, Cátia Mantini, e a gerente de Processos Sancionadores, Julgamento e Intervenção, Alexandra Campos, em debate sobre contratação, cobertura assistencial, rescisão contratual e portabilidade de carências.
Durante a apresentação, foram abordadas as principais dúvidas e demandas recebidas pela ANS sobre contratação de planos de saúde, exercício da portabilidade e rescisão de contratos, além de orientações sobre direitos dos beneficiários, regras regulatórias e funcionamento do Guia ANS de Planos de Saúde.
Também foram discutidos aspectos relacionados à transparência das informações prestadas aos consumidores e à necessidade de comunicação clara em todas as etapas da contratação e da portabilidade.

- Encerrando o Congresso ANS, a gerente-geral Regulatória da Estrutura dos Produtos, Cátia Mantini, e a gerente de Processos Sancionadores, Julgamento e Intervenção, Alexandra Campos, falam sobre as regras contratuais dos planos de saúde
Participação em eventos parceiros
Além do Congresso ANS, representantes da Agência estiveram presentes em painéis promovidos por entidades do setor durante a Hospitalar 2026.
A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, participou do painel “Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e Compartilhamento de Risco: o equilíbrio entre inovação, acesso e sustentabilidade”, promovido pela Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).
A mesa também contou com a presença da CEO da Laços Saúde e ex-diretora da ANS, Martha Oliveira, e da superintendente de ATS e Cobertura Assistencial da FenaSaúde, Hellen Miyamoto. A moderação foi conduzida pelo diretor executivo da Abramge, Marcos Novais.
Durante sua apresentação, Lenise Secchin destacou a importância do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde como instrumento de garantia de direitos aos beneficiários.
“O rol é a lista que estabelece a cobertura obrigatória que deve ser assegurada pelas operadoras aos beneficiários. Seu processo de atualização é contínuo, transparente e baseado em rigor técnico”, explicou.
A diretora frisou a importância da participação social e técnica nos processos regulatórios da Agência, incluindo a atuação da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), da qual Hellen Miyamoto é integrante.
Martha Oliveira, por sua vez, abordou os impactos da inteligência artificial no desenvolvimento de novas tecnologias em saúde e nos processos de avaliação tecnológica. “Vamos viver um futuro profundamente impactado por tecnologias que ainda estão sendo desenvolvidas. Hoje, já existem medicamentos criados integralmente com inteligência artificial, o que acelera processos em uma velocidade inédita. Da mesma forma, essa tecnologia também pode contribuir para os processos de ATS, tema que ainda precisa amadurecer no setor”, destacou.

- O diretor executivo da Abramge, Marcos Novais, a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, a presença da CEO da Laços Saúde e ex-diretora da ANS, Martha Oliveira, e a superintendente de ATS e Cobertura Assistencial da FenaSaúde, Hellen Miyamoto debatem Avaliação de Tecnologias em Saúde
Já a diretora de Gestão, Carla Soares, integrou o painel “Saúde em Transformação: Cuidando do Agora e do Amanhã”, promovido pelo SindHosp, no qual debateu os desafios da transformação do setor de saúde diante das mudanças demográficas, tecnológicas e assistenciais.
“A saúde vive hoje uma transformação profunda, impulsionada por mudanças tecnológicas, demográficas e assistenciais. O desafio é construir um sistema mais integrado, sustentável e centrado nas pessoas”, declarou a diretora.

- A diretora de Gestão da ANS, Carla Soares, participa do painel Saúde em Transformação: Cuidando do Agora e do Amanhã
A ANS também participou da “Jornada Regulatória ABIMED 2026 – Dia da Convergência Regulatória”. No painel “Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário”, a diretora-adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos, Dominic Lourenço, representou a Agência em debate sobre os desafios e especificidades dos processos de avaliação de tecnologias em saúde no país.

- A diretora-adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos, Dominic Lourenço durante o painel Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário, promovido pela Abimed
Estande da Agência
Durante os quatro dias da Feira Hospitalar, a ANS contou com um estande, pelo qual os visitantes puderam tirar dúvidas com os servidores da Agência sobre o Padrão de Troca de Informações na Saúde Suplementar (Padrão TISS), a contratualização entre prestadores e operadoras de planos de saúde e o Programa de Monitoramento da Qualidade Hospitalar (PM-QUALISS).


