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Mapa fortalece prevenção à monilíase do cacaueiro no Espírito Santo com Caravana de Educação Sanitária
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo (SFA-ES), realizou, entre os dias 25 e 29 de maio, a 2ª edição da Caravana de Educação Sanitária sobre Monilíase do Cacaueiro. A iniciativa teve como objetivo ampliar a capacitação e a conscientização sobre a prevenção e a vigilância da doença, considerada uma ameaça fitossanitária à produção de cacau nas Américas.
A ação foi promovida pela Comissão Estadual de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária, criada pela SFA-ES, e contou com a participação de representantes de instituições públicas, entidades parceiras, produtores rurais, técnicos e estudantes da área agropecuária. O evento foi realizado no Centro de Ciência de Colatina e reforçou o compromisso do Mapa com a proteção da produção agrícola nacional e a defesa agropecuária.
A abertura do evento contou com a presença do superintendente de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo, Guilherme Souza; do prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos; e de representantes das demais instituições parceiras.
Na ocasião, o superintendente Guilherme Souza ressaltou a importância da educação sanitária como ferramenta estratégica para a proteção da produção agrícola capixaba.
“A educação sanitária é um dos pilares da defesa agropecuária. Capacitar profissionais e multiplicadores de conhecimento fortalece a vigilância, amplia a capacidade de resposta diante de ameaças fitossanitárias e contribui para a proteção da cacauicultura, atividade de grande relevância econômica e social para diversas regiões do Espírito Santo”, afirmou.
A caravana teve como principal objetivo capacitar profissionais dos serviços oficiais federal, estadual e municipal, além de representantes da iniciativa privada e estudantes de cursos técnicos e superiores, para atuarem como multiplicadores de informações sobre prevenção, identificação e controle da monilíase do cacaueiro.
Durante a programação, cerca de 40 participantes foram divididos em oito equipes para a realização de atividades dinâmicas e rodas de conversa sobre o tema. As ações incluíram metodologias participativas, palestras técnicas, atividades práticas e orientações sobre identificação, sintomatologia, formas de disseminação, medidas de controle e protocolos de biossegurança relacionados à doença.
Participaram servidores da SFA-ES, do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e da Prefeitura de Colatina, além de produtores rurais, associações de produtores, profissionais da iniciativa privada e estudantes.
A monilíase do cacaueiro
A monilíase do cacaueiro é uma doença causada pelo fungo Moniliophthora roreri, que ataca os frutos do cacau e pode provocar perdas expressivas na produção. Considerada uma das enfermidades mais destrutivas da cultura, representa uma ameaça econômica, social e ambiental para toda a cadeia produtiva, tornando essenciais as ações de vigilância, prevenção e educação sanitária.
O Brasil encontra-se em situação de emergência fitossanitária para essa praga quarentenária, conforme declarado pelo ministro da Agricultura e Pecuária por meio da Portaria nº 818, de 2025. O país também conta com o Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da Monilíase do Cacaueiro, instituído pela Instrução Normativa nº 112/2020.
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