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Espírito Santo lança primeira cultivar de gengibre registrada no Brasil e inaugura primeiro viveiro registrado no país
O Espírito Santo, maior produtor e exportador de gengibre do Brasil, alcançou um marco inédito para a agricultura nacional com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O estado lançou oficialmente a cultivar “Imigrante”, primeira cultivar de gengibre registrada no Mapa, além de inaugurar o primeiro viveiro de mudas da cultura registrado no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), fortalecendo a inovação, a rastreabilidade e a segurança da produção nacional.
O evento foi realizado na última sexta-feira (15), no Sítio Hort Belz, localizado na comunidade de Rio das Pedras, em Santa Leopoldina (ES), e reuniu produtores rurais, pesquisadores, técnicos e representantes do setor produtivo.
A iniciativa é resultado de pesquisas conduzidas pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), por meio do projeto Fortalecimento da Agricultura Capixaba (FortAC), em parceria com produtores da Região Serrana capixaba.
O Mapa teve atuação fundamental em todo o processo, especialmente na concessão do Registro Nacional de Cultivares (RNC), realizada em 2024, sendo o primeiro registro do gênero para a cultura do gengibre no Brasil. A Superintendência de Agricultura e Pecuária no estado (SFA-ES), em conjunto com o responsável técnico pela produção das mudas, também atuou diretamente na viabilização e no registro do primeiro viveiro de mudas de gengibre do país.
A cultivar “Imigrante” foi desenvolvida a partir da caracterização genética de diferentes plantas selecionadas ao longo dos anos pelo agricultor Alexandre Lemke, responsável pelo Sítio Hort Belz e detentor do material genético utilizado no estudo. As primeiras mudas estarão disponíveis para comercialização a partir de 15 de junho. Inicialmente, haverá limite de aquisição por produtor, com o objetivo de ampliar o acesso ao novo material genético.
Além da inauguração do viveiro e do lançamento da cultivar, a programação contou com um Dia de Campo e a palestra “Expectativa para o mercado externo de gengibre”, ministrada pela presidente da Cooperativa dos Produtores de Gengibre da Região Serrana do Espírito Santo (Cooperginger), Leonarda Plaster.
Para o superintendente de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo, Guilherme Gomes, a iniciativa representa um importante avanço para a cadeia produtiva do gengibre no Brasil. “O registro da cultivar e do viveiro garante identidade genética, qualidade fitossanitária e rastreabilidade do material propagativo disponibilizado aos produtores, fortalecendo ainda mais o protagonismo do Espírito Santo no desenvolvimento da cultura no país”, destacou.
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