BOM DIA, MINISTRO

Investir em infraestrutura é investir em pessoas, diz Tomé Franca no ‘Bom Dia, Ministro’

Em entrevista, titular do MPor destacou recorde de investimentos, medidas para reduzir o impacto da alta do combustível na aviação e avanços em portos e hidrovias

Publicado em 02/06/2026 10:37Modificado há 2 dias
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Imagem com o ministro Tomé Franca ao lado da apresentadora da EBC, Karine Melo.
Ministro Tomé Franca concedeu entrevista nesta terça-feira (2) ao programa Bom Dia, Ministro - Imagem: Vosmar Rosa/MPor

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou nesta terça-feira (2) do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e falou sobre os principais projetos do Governo Federal para fortalecer a infraestrutura de transportes no país. Durante a entrevista, Franca destacou o ciclo de investimentos em portos, aeroportos e hidrovias, as medidas adotadas para reduzir os impactos da alta do combustível de aviação, os avanços da aviação regional e os projetos voltados à ampliação da logística nacional.

Segundo ele, o Brasil vive o maior ciclo de investimentos em infraestrutura da sua história recente, impulsionado por concessões, parcerias e novos projetos voltados à modernização dos sistemas de transporte. “Nós estamos vivendo o maior ciclo de investimentos privados em infraestrutura no nosso país, com dezenas de leilões que foram realizados na B3, com bilhões de investimentos que estão sendo feitos pelo capital internacional no Brasil, gerando emprego, gerando renda, gerando oportunidade para o povo brasileiro”, afirmou o ministro.

Tomé Franca também ressaltou que os investimentos em infraestrutura vão além das obras e impactam diretamente a vida da população. “Quando a gente fala de infraestrutura, parece, às vezes, algo muito distante das pessoas. Mas cada investimento que é feito em um aeroporto, em um porto ou em uma hidrovia significa emprego, oportunidade, conexão e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.”

Preço das passagens aéreas

Em resposta a uma das perguntas dos jornalistas, Tomé Franca detalhou as medidas adotadas pelo Governo Federal para reduzir os impactos do aumento do querosene de aviação (QAv), provocado por tensões geopolíticas internacionais. Entre as ações estão a desoneração tributária sobre o combustível, a postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea e a disponibilização de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para companhias aéreas.

Segundo o ministro, os resultados já começam a ser percebidos pelos passageiros. “Comparando abril de 2026 com abril de 2025, tivemos uma redução de 14% na tarifa média das passagens aéreas. É um dado que demonstra que as políticas implementadas pelo governo estão chegando ao consumidor”, afirmou.

O ministro destacou ainda que o número de passageiros transportados no Brasil saltou de cerca de 98 milhões para 130 milhões entre 2023 e 2025, refletindo o crescimento da conectividade aérea no país.

Amazônia e aviação regional

Outro tema abordado foi a ampliação da conectividade aérea na região Norte. Tomé Franca destacou o Programa AmpliAR, iniciativa que incorpora aeroportos regionais à gestão de concessionárias que já operam grandes aeroportos brasileiros.

“Uma orientação do presidente Lula foi a construção de uma política pública voltada para a infraestrutura aeroportuária mais distante dos grandes centros urbanos. Qual foi a política pública que nós lançamos? O Programa AmpliAR, que coloca aeroportos regionais sob administração das concessionárias que já têm contrato com a União. Então as grandes concessionárias, que hoje operam no Brasil, passam a administrar esses aeroportos e fazer os investimentos em infraestrutura”, informou o ministro.

O ministro também ressaltou que o Brasil possui atualmente o maior número de operadores aeroportuários atuando simultaneamente em um único país, o que contribui para ampliar investimentos e aumentar a eficiência do setor.

Hidrovias e integração nacional

Durante a entrevista, o titular do MPor destacou os investimentos destinados ao transporte hidroviário, especialmente na Amazônia. Entre os projetos está a construção do novo Porto Manaus Moderna, empreendimento que receberá R$ 875 milhões em investimentos federais. O terminal, já contratado, contará com três pavimentos, áreas climatizadas e estrutura voltada ao atendimento dos milhões de passageiros que utilizam o transporte fluvial na região.

O ministro lembrou que mais de 20 milhões de passageiros usam anualmente o transporte hidroviário no Brasil, momento em que comentou o projeto de concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, reforçando que a iniciativa não representa a privatização dos rios, mas sim a concessão dos serviços necessários para garantir manutenção, dragagem, sinalização e maior eficiência operacional.

Ele também destacou que mais de R$ 4,5 bilhões em investimentos já foram aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante para fortalecimento da indústria naval.

Segurança e embarque biométrico

Questionado sobre a área de segurança, o ministro apresentou os avanços da política de embarque biométrico, que será implementada gradualmente em aeroportos, portos de passageiros e instalações hidroviárias do país. A medida permitirá maior controle sobre o fluxo de passageiros, ampliando a segurança das operações e contribuindo para o combate a atividades criminosas.

Além dos ganhos para a segurança pública, o sistema deve tornar os processos de embarque mais rápidos e eficientes para os usuários. A tecnologia já vem sendo testada em aeroportos brasileiros e deverá ser expandida gradualmente para toda a rede nacional.

Segundo ele, a implementação dessa política está bem adiantada. “A gente está finalizando o aprimoramento das contribuições que nós recebemos em audiência pública com relação à política. E devemos, em breve, lançar a política pública que orienta e dá um prazo para que os aeroportos implementem o sistema em todos os aeroportos do Brasil”.

Mercado aéreo do Mercosul

O ministro também confirmou que o Governo Federal trabalha na proposta de criação de um mercado único de transporte aéreo entre os países do Mercosul. A medida poderá permitir que companhias aéreas de países vizinhos operem voos domésticos em território brasileiro e vice-versa, ampliando a concorrência, a conectividade e as opções para os passageiros.

Segundo Tomé Franca, a expectativa é apresentar a proposta ainda neste mês, iniciando posteriormente as etapas regulatórias necessárias para sua implementação.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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