Crescimento

Porto de Itajaí registra crescimento de 40% na movimentação de cargas no primeiro quadrimestre

No período, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas; em abril, o volume foi de 430,3 mil toneladas

Publicado em 03/06/2026 18:00
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Navio porta-contêineres atracado em terminal portuário, carregado com contêineres coloridos. Guindastes de grande porte realizam operações de movimentação de cargas ao longo do cais, enquanto ao fundo aparecem prédios da área urbana próxima à costa.
Em abril, foram movimentadas 430,3 mil toneladas, um aumento de 57%. Foto: Divulgação/Porto de Itajaí

O Porto de Itajaí (SC) vive momento de expansão. Após a retomada das operações sob gestão do Governo Federal, o complexo portuário vem registrando crescimento na movimentação de cargas e se prepara para um novo ciclo de investimentos com a concessão do Canal de Acesso Aquaviário, projeto que prevê aportes de R$ 311 milhões ao longo de 25 anos.

Os resultados já aparecem nos números operacionais. Após encerrar 2025 com a movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve o ritmo de expansão em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, crescimento de quase 40% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em abril, o volume foi de 430,3 mil toneladas, alta de 57% em comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados do complexo portuário.

Novo ciclo de investimentos

Para ampliar a capacidade operacional do complexo de receber navios maiores, o que representa mais cargas, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) preparam o leilão do Canal de Acesso Aquaviário ao Porto de Itajaí. O projeto será o segundo leilão de um canal de acesso público da história do país.

Com investimentos estimados em R$ 311 milhões, a concessão prevê a ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura do canal pelos próximos 25 anos.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, ressalta que o projeto consolida o novo modelo de gestão da infraestrutura aquaviária no Brasil, iniciado com a concessão do Canal de Paranaguá. “Esse formato permite maior eficiência no gerenciamento do canal, amplia a segurança da navegação e contribui para o aumento da competitividade do Porto de Itajaí”, afirma.

O contrato contempla dragagens periódicas, manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, com o objetivo de garantir previsibilidade operacional, mais segurança para a navegação e maior capacidade para receber embarcações de grande porte.

Ao final do contrato, a expectativa é de que o canal tenha capacidade para atender uma movimentação de até 3,43 milhões de TEUs por ano, ampliando a competitividade do complexo e fortalecendo sua posição estratégica na logística nacional.

Retomada histórica

Os resultados refletem o processo de recuperação iniciado após o retorno da gestão federal do porto. Em janeiro de 2025, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assumiu temporariamente a administração do Porto de Itajaí, com a missão de restabelecer a capacidade operacional do complexo e preparar sua estrutura para um novo ciclo de crescimento.

Os avanços foram rápidos. Entre janeiro e agosto de 2025, o porto movimentou 2,5 milhões de toneladas, volume 127% superior ao registrado em todo o ano de 2024, quando foram movimentadas 1,1 milhão de toneladas, segundo dados da Antaq.

O porto havia enfrentado um período de paralisação de aproximadamente um ano e meio, encerrado em 2023. Desde então, a retomada das operações, aliada à recuperação da confiança do mercado e à reestruturação da gestão, vem impulsionando os resultados do complexo.

Atualmente, o Porto é gerido pela Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba). Desde o retorno, o Porto de Itajaí já acumula mais de R$ 227 milhões em faturamento, recursos que vêm contribuindo para novos investimentos, modernização da infraestrutura e ampliação da capacidade operacional.

Paralelamente, seguem em andamento as ações de manutenção do canal de acesso. O porto opera normalmente e conta com contrato definitivo de dragagem, além do acompanhamento técnico da Marinha do Brasil e da Antaq para garantir segurança, previsibilidade e competitividade às operações. A manutenção das profundidades do canal é considerada fundamental para a homologação das condições de navegação e para o recebimento de embarcações cada vez maiores.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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