CNFCP recebe nova edição da contação de histórias "A Árvore do Esquecimento", com Zeza Barral

Publicado em 07/10/2026 16:59Modificado em 23/10/2026 15:28
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O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) recebe, no dia 29 de outubro, às 10h, o espetáculo A Árvore do Esquecimento, uma contação de histórias musicada que aborda memórias, ancestralidades e identidades dos povos africanos e indígenas. A atividade é voltada para crianças, jovens e suas famílias.

Idealizado, escrito e interpretado por Zeza Barral, doutora em Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atriz e contadora de histórias, o espetáculo propõe uma jornada poética que parte do mito da árvore do esquecimento, símbolo do apagamento histórico vivido por povos africanos e indígenas, e chega à árvore do retorno, onde a memória é reativada por meio do corpo, da música e da palavra.

Ao longo de aproximadamente 55 minutos, a narrativa percorre histórias de orixás, referências às culturas africanas e ritmos como o ijexá e o maculelê, apresentados como expressões de ancestralidade, ritual e pertencimento. Com canto, percussão ao vivo e momentos de participação do público, a apresentação convida os participantes a compartilhar experiências de escuta e reconexão entre gerações.

A música e a participação coletiva integram a proposta do espetáculo, no qual contar, cantar, dançar e batucar se tornam formas de lembrar e valorizar histórias e referências culturais. A apresentação oferece ao público uma oportunidade de aproximação com narrativas afro-indígenas por meio da arte e da oralidade.

Mesclando cantos e histórias afro-indígenas que atravessam diferentes gêneros percussivos brasileiros, Zeza Barral utiliza a arte da palavra para apresentar histórias relacionadas ao ritual da Árvore do Esquecimento e convidar o público a refletir sobre memória, ancestralidade e os caminhos percorridos por ritmos e instrumentos musicais.

Com uma abordagem lúdica e participativa, a contação estimula a imaginação e propõe um encontro com narrativas que fazem parte da memória e das culturas populares. A proposta é “regar a semente da memória” para que as histórias encontrem novos caminhos e permaneçam vivas entre as gerações.

Sobre Zeza Barral

Baiana radicada no Rio de Janeiro, Zeza Barral é doutora em Antropologia pela UFRJ, atriz, contadora de histórias e percussionista brincante. É cofundadora da coletiva Cortejinho, dedicada à musicalização infantil e às histórias afro-indígenas.

Sua trajetória de pesquisa e atuação reúne temas como performances negras, culturas populares, patrimônio imaterial, relações raciais e culturas das crianças. Entre suas experiências de pesquisa estão trabalhos junto ao Nego Fugido, na Bahia, e ao Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil.

Como percussionista, Zeza integra a bateria Tabajara, da Escola de Samba Portela, além de participar de blocos carnavalescos do Rio de Janeiro. Também atuou em diferentes espetáculos teatrais, entre eles Antena, O Sonho de Carolina e 69 Cômodos.

A nova sessão de A árvore do esquecimento integra a programação do CNFCP e reafirma o compromisso da instituição com a valorização das tradições orais, dos saberes afro-indígenas e das diferentes formas de transmissão das culturas populares.

Divulgação Zeza Barral
Divulgação Zeza Barral

Serviço

Contação de histórias – A árvore do esquecimento
Com: Zeza Barral
📅 29 de outubro de 2026 (quinta-feira)
⏰ 10h
📍 Biblioteca Amadeu Amaral – CNFCP/Iphan
👧🏽 Faixa etária: para toda a família; melhor compreensão a partir de 6 anos.
⏳ Duração: 55 minutos

Entrada gratuita.

Categorias
Cultura, Artes, História e Esportes > Apreciação
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