CNFCP/Iphan realiza mais uma edição do Roteiro de Arte Urbana

Publicado em 03/09/2026 16:57Modificado há 14 dias
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O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) realiza, no dia 20 de setembro de 2026, às 14h, uma nova edição do Roteiro de Arte Urbana – Ver a Rua, Ser a Cidade, atividade que propõe expandir a experiência do museu para além de seus muros. Integrando, desta vez, a programação da 20ª Primavera dos Museus, cujo tema é “Museus para todas as pessoas”, o roteiro parte de uma perspectiva fundamental: reconhecer a rua como lugar de produção de conhecimento, expressão, pertencimento e construção de narrativas. As inscrições podem ser feitas pelo Sympla, no link a seguir: Roteiro de Arte Urbana.

Divulgação Roteiro de Arte Urbana
Roteiro de Arte Urbana "Ver a Rua, Ser a Cidade". Crédito: Francisco Moreira da Costa

Com ponto de encontro no Museu de Folclore Edison Carneiro, o percurso mediado pelo artista Airá Ocrespo e pelos professores do Projeto Roteiros Geográficos do Rio atravessa os bairros do Catete, Glória e Lapa, convidando os participantes a observar grafites, murais, pichações e outras intervenções que integram a paisagem urbana. A caminhada estimula um olhar atento para as manifestações visuais que ocupam os espaços públicos e para as histórias, identidades, memórias e disputas que elas expressam.

Ao deslocar a experiência museal para as ruas, o roteiro também se propõe a refletir sobre  as fronteiras entre museu, cidade e território, levando a curiosidade, o encantamento e a ação para onde a vida acontece. Nesse sentido, o Ver a Rua, Ser a Cidade dialoga diretamente com a proposta da 20ª Primavera dos Museus, ao ampliar as formas de participação e de acesso ao patrimônio cultural. A atividade reconhece que a cidade também é um espaço de memória e que diferentes pessoas e grupos produzem, cotidianamente, conhecimentos e manifestações culturais que podem ser percebidos e valorizados para além dos espaços institucionais.

A iniciativa também dá continuidade à relação do CNFCP com a linguagem da arte urbana. Essa aproximação teve início na exposição de longa duração Os objetos e suas narrativas, que incorporou trabalhos dos artistas Acme, Marcelo Ment e Airá Ocrespo, estabelecendo diálogos entre o grafite, a cultura popular e as linguagens contemporâneas. Em 2023, essa experiência ganhou as ruas com a criação do Roteiro de Arte Urbana, ampliando as possibilidades de aprendizado e fruição do próprio território.

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