Iphan promove formação em educação patrimonial para professores de Artes em Campo Grande (MS)
Atividade integra parceria com a Secretaria Municipal de Educação e utiliza o Complexo Ferroviário como espaço de reflexão sobre história, memória, patrimônio cultural e artes

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio de sua Superintendência no Mato Grosso do Sul, participa de uma formação continuada voltada a professores de Artes da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande. A iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), integra o módulo “Territórios Poéticos: tempo, memória e identidade cultural” e tem como objetivo fortalecer as práticas pedagógicas por meio da valorização do patrimônio cultural e da memória local.
A formação, que iniciou nos dias 27 e 29 de outubro, tem sua última etapa nesta quinta-feira (5), nos períodos da manhã e da tarde, e faz parte das ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Iphan e a Semed. A parceria já contemplou professores de História, Geografia e dos anos iniciais do Ensino Fundamental e, pela primeira vez, desenvolve uma atividade específica para docentes de Artes.
A programação é dividida em dois momentos. O primeiro consiste em uma caminhada pelo Complexo Ferroviário de Campo Grande, que proporciona aos participantes uma experiência de reconhecimento do território, de suas referências históricas, culturais, artísticas e paisagísticas. A partir dessa vivência, os professores são convidados a refletir sobre as possibilidades de trabalhar o patrimônio cultural e a memória ferroviária no ensino de Artes.
Segundo o superintendente do Iphan no Mato Grosso do Sul, João Henrique dos Santos, a proposta é aproximar os educadores do patrimônio cultural e estimular novas abordagens em sala de aula. “O professor é convidado a refletir sobre as possibilidades de utilizar daquela história, daquele pertencimento, daquele território, daquela memória no ensino de Artes”, explica.
O segundo momento da formação conta com a participação do ator e diretor Fernando Cruz, do grupo de teatro de rua Imaginário Maracangalha, de Campo Grande. Com experiência em ações artísticas no Complexo Ferroviário, o grupo desenvolve atividades de mediação cultural que contribuem para ampliar as possibilidades de interpretação e expressão das memórias associadas ao espaço.
“A ideia é que a gente consiga, a partir dessa visita, dessa percepção e dessa mediação cultural, munir o professor de instrumentos didáticos para que ele retorne à sala de aula e possa aplicar isso junto aos seus alunos”, destaca João Henrique.
De acordo com o superintendente, as experiências e memórias dos ferroviários podem inspirar diferentes produções artísticas, como desenhos, espetáculos de dança e teatro, contação de histórias e produções audiovisuais. Dessa forma, o patrimônio cultural passa a ser trabalhado como elemento de criação, expressão e construção de conhecimentos. A expectativa é que os conhecimentos compartilhados durante a formação sejam multiplicados nas escolas, aproximando estudantes do patrimônio cultural de Campo Grande.
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