Iphan participa de seminário sobre gestão turística de patrimônios mundiais no Brasil
Promovido pelo Ministério do Turismo e pela Organização Brasileira das Cidades Patrimônio Mundial, evento abordou oportunidades e desafios na área

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participou nesta terça-feira (4), em Brasília, do Seminário e Oficina Gestão Turística do Patrimônio Mundial. Promovido pelo Ministério do Turismo (MTur) e pela Organização Brasileira das Cidades Patrimônio Mundial (OCBPM), o evento teve como objetivo discutir desafios e identificar oportunidades de aprimoramento da conservação, da valorização cultural e do desenvolvimento sustentável de patrimônios mundiais no Brasil.
Confira a íntegra do Seminário aqui.

O encontro, que reuniu lideranças e especialistas da área, é fruto de cooperação junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e conta com apoio institucional da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A proposta foi estimular a colaboração interinstitucional, proporcionando a troca de experiências entre gestores e destacando o papel do turismo como instrumento de preservação e inclusão social.
Durante o evento, a coordenadora geral de Assuntos Técnicos e Participação Social do Iphan, Jeanne Crespo, realizou apresentação com o tema “preservação cultural e turismo responsável”, destacando o Plano de Gestão do Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro.
De acordo com a coordenadora, o plano de gestão em questão reconhece o turismo como eixo estruturante da sustentabilidade do sítio e de seu entorno, articulando-o à preservação, educação patrimonial e desenvolvimento local. “O turismo aparece como fator de valorização simbólica do Cais do Valongo e de fortalecimento de sua visibilidade internacional, uma vez que o título de Patrimônio Mundial da Unesco atrai atenção global e apoio a projetos de pesquisa e conservação”, disse.
O Cais do Valongo foi o principal cais de desembarque de africanos escravizados em todas as Américas e o único preservado materialmente. Pela magnitude do que representa, coloca-se como o mais destacado vestígio da diáspora africana no continente americano. O local é cadastrado como sítio arqueológico pelo Iphan desde 2015. Dois anos depois, em 2017, recebeu o título de Patrimônio Mundial da Unesco.

Reconhecimento mundial
O Brasil possui atualmente 25 patrimônios mundiais naturais, culturais e mistos. Entre eles, o Centro Histórico de Salvador (BA); o conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), e a cidade histórica de Ouro Preto (MG), além do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, e do Parque Nacional de Fernando de Noronha. Desde 2023, o país teve reconhecidos mais dois patrimônios mundiais: os Lençóis Maranhenses, no Maranhão, e o Cânion do Peruaçu, em Minas Gerais, reforçando a posição do país no cenário global. A boa gestão da visitação turística destes espaços é fundamental no sentido de garantir que os territórios sejam vivenciados de forma responsável, assegurando benefícios sociais, econômicos e ambientais para as comunidades que os acolhem.
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