Iphan coordena vistorias em casarões históricos do Centro de Belém
Ação integrada avalia condições dos imóveis, identifica riscos e orienta medidas de proteção ao patrimônio e à população

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará e o Corpo de Bombeiros iniciaram, no dia 21 de julho, uma nova etapa de vistorias técnicas em casarões históricos do bairro da Campina, no Centro Histórico de Belém. A ação busca avaliar as condições de conservação e segurança dos imóveis, identificar situações de risco e orientar medidas preventivas.
A operação reúne equipes do Iphan, das defesas civis municipal e estadual, do Corpo de Bombeiros, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e de secretarias municipais. As inspeções analisam fachadas, coberturas, estruturas internas, instalações e sistemas de segurança.
Vistorias reforçam monitoramento de imóveis históricos
A retomada ocorre após o desabamento de parte da fachada de um casarão na Travessa Treze de Maio, onde funcionavam uma loja e um depósito. Um levantamento preliminar identificou 42 imóveis na Campina que precisam passar por inspeções detalhadas.
Segundo a superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, as vistorias integradas são realizadas desde 2023, em parceria com órgãos estaduais e municipais. No período que antecedeu à COP 30, foram realizadas vistorias nos bens tombados individualmente e de acesso ao público, como igrejas. Evitando assim, riscos considerando o elevado fluxo de turistas na cidade naquele momento.
De acordo com o coordenador técnico do Iphan no Pará, Paulo Henrique Guimarães, a iniciativa pretende reduzir os riscos para quem circula diariamente pela Campina. “A intenção é que a gente diminua ao máximo os riscos que identificar para quem frequenta o comércio e a área”, afirmou.
Próximas etapas incluem laudos e ampliação das inspeções
Ao fim de cada etapa, os órgãos envolvidos elaborarão laudos técnicos e poderão adotar medidas como orientações, notificações, isolamento de áreas ou interdições, quando houver risco à população. Uma reunião de avaliação está prevista para o dia 30, quando serão consolidados os resultados da primeira operação e definida a próxima vistoria.
“A intenção dessas vistorias é alcançar todo o Centro Histórico. Temos pouco mais de 4 mil imóveis entre a área tombada e a área de entorno, que precisam ser constantemente avaliados e acompanhados, além do trabalho de educação patrimonial com os proprietários”, destacou Cristina Vasconcelos.
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