Dia da Amazônia

Decreto retoma Câmara de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas

Publicado em 06/09/2023 08:54Modificado em 05/12/2023 12:32
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Lula assina decreto que amplia destinação de terras públicas federais
Agricultora Rosilene Cordeiro da Mota, da Gleba Uaupés, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), recebeu, título das mãos do presidente Lula. Foto: Secom/PR

Simbolizando outras 533 famílias, a agricultora Rosilene Cordeiro da Mota, da Gleba Uaupés, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), recebeu, das mãos do presidente Lula, o aguardado título de regularização fundiária de sua terra. O ato ocorreu durante cerimônia realizada nesta terça-feira (5), no Palácio do Planalto, em comemoração ao Dia da Amazônia.

Na oportunidade, o mandatário também assinou o Decreto nº 11.688/2023, prevendo a retomada da Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais. A coordenação das atividades da instância está a cargo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

O caráter deliberativo sobre a destinação das áreas da União e do Incra leva em conta a priorização das políticas públicas voltadas ao uso social da terra e à conservação ambiental. Desta forma, a reativação da Câmara não significa apenas obter novos espaços para a efetivação da reforma agrária e a regularização fundiária, como abarca ações que garantem a proteção de unidades de conservação; terras indígenas; territórios quilombolas, de outros povos e comunidades tradicionais; e as concessões florestais e políticas públicas de prevenção e controle de desmatamento.

Diante disso, além do MDA e do Incra, participam da Câmara Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Funai. Foram definidos como membros consultivos o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Igualdade Racial.

Regularização

“A União tem, na Amazônia Legal, nada menos do que 50 milhões de hectares de terras públicas. É o equivalente a uma Espanha inteira e não faz sentido que o poder público não dê um destino claro a esse verdadeiro país dentro de outro país”, disse o presidente Lula.

Ao falar da medida recém-formalizada, o titular do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, anunciou a destinação de 19,97 mil hectares para a território indígena Valparaíso, localizado no município amazonense de Boca do Acre, e a regularização fundiária de seis Unidades de Conservação Federais em Roraima, totalizando 3,6 milhões de hectares.

Ele citou, ainda, a destinação de 2,47 mil hectares ao território indígena Kanela do Araguaia, no Estado de Mato Grosso.

“Assim, começamos a construir a prateleira de terras demandadas pelo senhor e vamos fazer muito mais, com a retomada da reforma agrária em áreas antropizadas e a titulação de terras quilombolas, sempre com total respeito ao meio ambiente”, afirmou o ministro, dirigindo-se a Lula.

Junto com o MMA, a pasta está trabalhando no sentido de garantir a produção sustentável na região, com assistência técnica e extensão rural agroecológica aos beneficiários do Bolsa Verde, ao povo indígena Yanomami e assentados da reforma agrária.

Essas e demais ações a serem colocadas em prática no âmbito dos ministérios presentes ao evento, como o do Meio Ambiente, foram comemoradas pelo público, formado, entre os quais, por representantes de povos indígenas e de comunidades tradicionais da Amazônia.

Assessoria de Comunicação Incra
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Agricultura e Pecuária
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