Curso de Agronomia pelo Pronera tem aula inaugural em Juazeiro (BA)
Em 26 de maio (terça-feira) às 19h, ocorreu a aula inaugural do curso de Bacharelado em Agronomia pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), resultado de parceria entre o Incra e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). O evento foi realizado no Espaço Plural da instituição de ensino, em Juazeiro, na Bahia.
A iniciativa representa um importante avanço para a educação do campo e para o fortalecimento do desenvolvimento sustentável nos territórios da reforma agrária da região do Médio São Francisco.
A parceria entre o Incra e a Univasf foi formalizada por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) assinado durante o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia, que aconteceu em outubro de 2025, também em Juazeiro.
Com investimento total de R$ 6,5 milhões, o curso de Agronomia oferta 50 vagas a beneficiários da reforma agrária, reafirmando o compromisso do governo federal com a democratização do acesso ao ensino superior e com a formação técnica e científica de agricultores e agricultoras assentados.
Durante a aula inaugural, foi destacada a importância estratégica da graduação para a região, especialmente diante dos desafios relacionados à produção alimentar ambientalmente responsável, às mudanças climáticas e ao fortalecimento da agricultura familiar.
Para o superintendente regional do Incra no Médio São Francisco, José Cláudio da Silva, a consolidação do curso representa um marco para os assentamentos da região. “Essa formação vai contribuir diretamente para o desenvolvimento sustentável das áreas de reforma agrária, fomentando a produção agrícola e ampliando as oportunidades para os jovens e trabalhadores do campo”, destacou.
“O curso de Agronomia, da parceria entre o Incra, a Univasf e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), é fundamental para garantir o acesso da juventude do campo à universidade e fortalecer os assentamentos. A formação vai favorecer a transição agroecológica, levando tecnologia, pesquisa e progresso para os territórios, além de impulsionar a produção, a agroindústria e a comercialização no campo”, afirmou o dirigente regional do MST, Florisvaldo Araújo.
Curso
A graduação tem duração de cinco anos e será desenvolvida por meio da metodologia da Pedagogia da Alternância, que intercala períodos de formação acadêmica em sala de aula — o chamado Tempo Universidade — com atividades práticas e ações de extensão nos locais de origem dos estudantes – conhecidas como Tempo Comunidade.
A proposta pedagógica busca formar profissionais capazes de compreender os sistemas agrícolas de forma integrada, valorizando os saberes do campo e possibilitando a construção de modelos de produção mais sustentáveis e socialmente justos nas áreas de reforma agrária.
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