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TECNOLOGIA
Aplicativo promove identificação segura do paciente
Uso das placas de identificação na Nutrição Clínica
O Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand dão mais um passo importante no desenvolvimento de novas tecnologias na área de segurança do paciente. Já está em pleno uso, nos Hospitais Universitários Federais da UFC, um aplicativo de identificação do paciente. A ferramenta permite, a partir de consulta ao banco de dados do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU), acesso às informações dos censos hospitalares e apresenta as identificações dos pacientes internados no HUWC e na MEAC para serem impressas e utilizadas.
Tudo começou a partir de uma provocação da equipe do Núcleo de Segurança do Paciente da Maternidade Escola. “A equipe da Dra. Eugenie (Néri) nos procurou solicitando a instalação do Microsoft Word nas máquinas de algumas unidades da MEAC para que as próprias enfermeiras pudessem digitar, a partir de um documento modelo, alguns dados das pacientes”, explica Cleisson Santos, chefe do Setor de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação (SGPTI) do Complexo Hospitalar da UFC, a ideia embrionária.
A partir disso, a equipe do SGPTI desenvolveu uma aplicação que, a partir da busca direta à base do AGHU, pudesse carregar os dados principais dos pacientes internados e os apresentasse no mesmo formato do modelo definido. Cleisson acrescenta que, de imediato, a aplicação foi feita para os dois hospitais, sendo utilizada como teste inicialmente na MEAC e, dias depois, disponibilizada para o HUWC.
Por que é importante identificar
Identificação do paciente na Pediatria do HUWC
A Dra. Mônica Façanha, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do HUWC, justifica a importância da identificação do paciente. “Como existem homônimos, é importante que sejam definidos parâmetros que diferenciem essas pessoas que têm o mesmo nome ou nomes semelhantes. Como temos também duas instituições – um hospital e uma maternidade – definiu-se que seriam utilizados, além do nome completo do paciente, a data do nascimento e o nome da mãe como referências. Os demais dados são complementares, como nome da clínica, números do leito e do prontuário e principais riscos clínicos do paciente”.
Na avaliação da Dra. Eugenie Néri, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente da MEAC, o uso das placas de identificação do paciente reduz o trabalho manual das equipes de Enfermagem e de apoio administrativo, elimina falhas decorrentes da ilegibilidade das letras manuscritas, promove o envolvimento de todos com a atualização do AGHU e facilita a identificação dos riscos.
Identificação do leito na MEAC
“Acredito que nossos hospitais podem ser polos importantes para o desenvolvimento de novas tecnologias na área de segurança do paciente. Com o apoio sempre presente da alta gestão e do SGPTI e o trabalho articulado dos Serviços de Vigilância dos HUs, muitas outras inovações virão”, pontua a chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente da MEAC. Dra. Eugenie acrescenta que a implantação desse aplicativo na maternidade foi possível graças ao envolvimento e ao apoio da equipe de Enfermagem, coordenada pela enfermeira Simone Meireles, e ao trabalho da enfermeira Emeline Lopes, da Unidade de Gestão de Riscos Assistenciais, que coordenou esse projeto.
Como ter acesso ao aplicativo
O acesso é muito simples. Basta clicar no atalho disponibilizado na área de trabalho do computador, selecionar o HU e clicar em uma das seguintes opções: Identificação do Paciente Internado (primeira opção) – aqui, com um clique, é possível imprimir as identificações de todos os pacientes do HU; Identificação do Paciente Internado por Prontuário – essa opção permite a impressão da identificação exclusiva e específica de um paciente; Identificação do Paciente Internado por Unidade Funcional – aqui, com dois cliques, é possível imprimir as identificações de todos os pacientes do setor, por exemplo, os pacientes da Clínica Médica 2A do HUWC. Todos os setores interessados podem acessar o aplicativo, basta solicitar ao SGPTI.
Cleisson diz que colegas de SGPTI de hospitais da Rede Ebserh de outros estados, como Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Brasília e Bahia, já manifestaram interesse em conhecer e utilizar o aplicativo. De acordo com ele, “Davison Ferreira, titular da Coordenadoria de Gestão de Processos da DGPTI, conheceu a aplicação pessoalmente e se mostrou interessado na disponibilização da ferramenta para apreciação e utilização de toda a rede”. Também há interesse de outras unidades de saúde do Estado. “Dois colegas de departamentos de TI de hospitais estaduais do Ceará vieram conhecer a solução e pretendem reproduzir a sistemática de funcionamento e talvez o layout das identificações em suas aplicações”, completa.
Ampliação para Nutrição Clínica
Apesar de recente, o aplicativo já apresenta uma inovação. Seus benefícios foram ampliados para a Nutrição Clínica do HUWC, onde já se utiliza a ferramenta para auxiliar na identificação de especificidades alimentares dos pacientes. No documento padrão, é possível obter, por exemplo, informações sobre valor energético (hipocalórico, normocalórico, hipercalórico), consistência (geral, branda, pastosa, líquida, líquida restrita), patologia (diabético, renal, hepatopata, encefalopatia, neutropênico e/ou hemodiálise) e necessidades especiais (sem sal, sem glúten, sem lactose, gelada e/ou espessante) da alimentação.
Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTB 1809 CE)
Unidade de Comunicação Social
Hospital Universitário Walter Cantídio
Complexo Hospitalar da UFC
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
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