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Alívio da dor é tema da sexta edição do Simpósio de Cuidados Paliativos do HUWC
Os desafios relacionados ao manejo da dor e a importância do cuidado interdisciplinar no alívio do sofrimento foram reflexões debatidas durante o VI Simpósio de Cuidados Paliativos do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC). O evento aconteceu na tarde da quinta-feira (24), no Auditório da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP), também com transmissão online pela Plataforma Microsoft Teams.
A programação contou com quatro palestras, mediadas por Luciana Leite, médica do Serviço de Cuidados Paliativos do HUWC. A primeira, sobre “Dor total, perdas e processos de luto: desafios do cuidado interdisciplinar em cuidados paliativos”, foi ministrada por Maria Helena Franco, psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em seguida, João Batista Santos Garcia, médico e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), falou sobre a “Dor em Cuidados Paliativos: desafios e cuidado interdisciplinar no alívio do sofrimento”.
A terceira palestra abordou a “Dor total em cuidados paliativos: gerenciamento, monitoramento e intervenções de Enfermagem para um cuidado integral”, com Marina Salvetti, enfermeira e professora da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. O último tema discutido foi a “Dor social em cuidados paliativos”, apresentado por Letícia Andrade, assistente social do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
Os especialistas refletiram sobre o conceito de dor total, que não se limita ao sofrimento físico gerado pelos sintomas da doença e pelas perdas de funções, mas envolve também as dimensões psicológicas (angústia, medo, adoecimento mental), sociais (papel, convívio com pessoas e/ou grupos) e espirituais/existenciais (crenças, sentido da vida). Essa perspectiva também está diretamente relacionada ao luto, entendendo que ele não inicia apenas após a morte, mas ao longo da trajetória da doença, quando surgem as mudanças de rotina e o impacto na autonomia e nos projetos de vida.
No contexto dos Cuidados Paliativos, então, segundo os palestrantes, a assistência a pacientes com doenças graves deve buscar promover qualidade de vida diante desse cenário, compreendendo a pessoa em todas as suas características, tanto no controle dos sintomas quanto considerando as necessidades emocionais, sociais e espirituais/existenciais, além de oferecer suporte à família.
Por Marília Rêgo
Gerência-Executiva de Comunicação Social/ HU Brasil