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AGOSTO BRANCO
Câncer de pulmão: HU Brasil reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce
O uso do tabaco, incluindo cigarros convencionais e eletrônicos, é apontado como o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão (Imagem ilustrativa: Magnific).
João Pessoa (PB) – O câncer de pulmão está diretamente relacionado ao consumo de tabaco e pode evoluir de forma silenciosa, dificultando o diagnóstico em fases iniciais. Durante o “Agosto Branco”, mês dedicado à conscientização sobre a doença, o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB), vinculado à HU Brasil, reforça a importância da prevenção, especialmente da interrupção do tabagismo, e da atenção aos fatores de risco.
O uso do tabaco, incluindo cigarros convencionais e eletrônicos, é apontado como o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. A exposição à fumaça do cigarro também aumenta a possibilidade de adoecimento entre pessoas que não fumam, mas convivem ou mantêm contato frequente com fumantes.
“Quando avaliamos os portadores desse tipo de câncer, descobrimos que entre 85% e 90% são tabagistas ou já foram. A quantidade e o tempo de uso dessas substâncias são aspectos levados em consideração para o surgimento da doença. Pessoas que, mesmo não sendo tabagistas, moram ou têm proximidade com tabagistas também são mais propensas ao desenvolvimento da doença”, alerta o pneumologista do HULW-UFPB/HU Brasil, Alexandre Araruna.
O câncer de pulmão tem alta taxa de mortalidade por ser silencioso e agressivo, levando, em muitos casos, ao diagnóstico tardio. De acordo com Araruna, os sintomas são inespecíficos e variam conforme o grau do tumor. “Sinais que chamam a atenção são tosse persistente, escarro com sangue, dor no tórax e falta de ar, em especial em pessoas tabagistas ou que convivem com tabagistas. No entanto, quando o tumor está em estágio inicial, geralmente o paciente é assintomático”, disse.
A faixa etária com maior probabilidade de ocorrência é acima dos 50 anos de idade, mas esse tipo de neoplasia pode surgir em indivíduos mais jovens também. “Quando se fala em pessoas abaixo dos 40 anos, provavelmente a causa está associada a fatores genéticos. Nos casos de pessoas acima dos 50 anos e tabagistas, as chances são consideravelmente maiores”, explica Araruna.
Prevenção e acompanhamento
Para o especialista, abandonar o cigarro é uma das principais medidas para reduzir o risco de desenvolver câncer de pulmão. A avaliação médica também é importante para identificar pessoas que apresentam fatores de risco e que podem necessitar de acompanhamento e investigação. “Parar de fumar é a melhor forma de prevenção do câncer de pulmão”, reforça Araruna.
Gerência Executiva de Comunicação Social da HU Brasil